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20/09/2019 Medicina

Cientistas da Coréia e dos EUA inventam dispositivo capaz de controlar células cerebrais

O implante é inserido no cérebro e pode ser controlado através de um smartphone!

Cientistas da Coréia e dos EUA inventam dispositivo capaz de controlar células cerebrais

Um grupo de cientistas dos Estados Unidos e da Coréia do Sul desenvolveu um dispositivo capaz de controlar as células cerebrais, também conhecido como circuitos neurais utilizando um implante cerebral que pode ser acessado pelo smartphone.

O dispositivo é constituído por cartuchos de fármacos e bluetooth de baixa energia, podendo atingir neurônios específicos de interesse, através do uso de drogas e luz por longos períodos.

Quer entender mais sobre a invenção? Acompanhe a leitura até o final.

A invenção ajudará a acelerar o processo de diagnóstico de doenças cerebrais

Raza Qazi, pesquisador do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia (KAIST) e um dos desenvolvedores da invenção afirmam que o dispositivo neural sem fio irá possibilitar uma neuromodulação química e ótica crônica jamais alcançada antes.

Um artigo que foi publicado na revista científica Nature Biomedical Engineering afirma que os pesquisadores estão otimistas com a invenção. Segundo eles, ela pode ajudar na aceleração do processo de diagnóstico de doenças cerebrais.

Dentre as principais doenças do cérebro que poderão ser beneficiadas com diagnóstico precoce estão o Alzheimer, a depressão e o Parkinson.

Como a pesquisa foi realizada?

Para conseguir alcançar a entrega crônica de medicamentos sem fio, os cientistas precisaram resolver o desafio crítico do esgotamento e evaporação das drogas.

Desse modo, os cientistas conseguiram chegar a um dispositivo com cartucho substituível que permite fazer um estudo das células cerebrais por diversos meses sem a preocupação dos fármacos se esgotarem.

Os cartuchos foram constituídos em um implante cerebral para camundongos, com auxílio de uma sonda suave e muito fina, com espessura de aproximadamente um fio de cabelo que continha canais microfluídicos e LEDs minúsculos. Nesse sentido, foi possível garantir doses ilimitadas de medicamentos e luz.

Para fazer o controle é usada uma interface de usuário com um design simples em um smartphone. Desse modo, os cientistas não precisarão estar em um laboratório para ativar a combinação perfeita de fármacos e luz.

Através do uso desses dispositivos os neurocientistas também são capazes de realizar estudos totalmente automatizados em animais. Onde o comportamento de um animal pode afetar de forma negativa ou positiva o comportamento de outros animais através do simples acionamento da luz ou liberação dos fármacos.

O que pode se esperar com essa descoberta

De acordo com alguns cientistas, dentre eles Michael Bruchas, professor de anestesiologia da Escola de Medicina da Universidade de Washington, essa descoberta poderá ajudar os neurocientistas de inúmeras formas nos anos vindouros.

Segundo Bruchas "Ela nos permite dissecar a base do comportamento do circuito neural e entender como os neuromoduladores controlam o comportamento". Pode-se concluir que essa descoberta foi um importante avanço na neurociência.

Esse poderoso implante é o resultado do esforço e colaboração de diversos engenheiros e neurocientistas dos Estados Unidos e Coréia do Sul, que passaram três anos consecutivos realizando testes que levaram a validação bem sucedida deste poderoso e revolucionário implante cerebral.

Gostou de saber sobre essa incrível invenção capaz de controlar as células do cérebro? Então deixe o seu comentário e nos siga nas redes sociais.