Dr. Teuto

Blog

Blog


06/09/2019 Medicina

Pesquisadores desenvolvem adesivo para o tratamento de melanoma

Dispositivo leva os fármacos mais fundos na pele do que opções tradicionais

Pesquisadores desenvolvem adesivo para o tratamento de melanoma

Os estudos relacionados ao tratamento de melanoma são muito importantes, pois concedem à população uma nova chance de regressão da doença. Esse tipo de câncer é o que possui o pior dos prognósticos dentre os tipos e também o maior índice de mortalidade. Contudo, quando diagnosticado e tratado precocemente apresenta taxa de cura de até 90%.

O melanoma é originário dos melanócitos, células que produzem a melanina. É frequente em adultos brancos e pode surgir em diversas partes do corpo em forma de sinais ou manchas. Apesar de o câncer de pele ser o mais incidente entre a doença no Brasil, o melanoma representa apenas 3% desses casos.

A estimativa é que haja novos casos no país, sendo 2920 em homens e 3340 em mulheres. Esses dados só comprovam o quanto o investimento no tratamento de câncer de pele é essencial para possibilitar uma maior taxa de sobrevida para esses indivíduos.

A imunoterapia tem se demonstrado um meio eficaz de tratamento contra o câncer. Dessa forma, a estimulação do sistema imunológico com o objetivo de atacar as células cancerígenas é uma metodologia nova e eficiente para combater o câncer.

Nesse contexto, pesquisadores desenvolveram uma solução eficaz contra as células do melanoma, possibilitando o tratamento de maneira rápida e eficiente. Acompanhe logo abaixo para entender melhor.

Novo tratamento de melanoma distribui a medicação em um minuto

A inovação possibilita que a dose terapêutica seja aplicada na pele por meio de um adesivo. Utilizando um revestimento químico único, o tratamento se demonstrou promissor após estudos em camundongos que exibiram uma alta resposta imunológica depois do uso dos adesivos.

Atualmente, há diversos tratamentos para melanoma com altas taxas de sucesso terapêutico. Entretanto, a maioria deles possui alguma desvantagem. Os medicamentos de uso tópico, apesar de eficientes, não permitem que os ativos penetrem em camadas mais profundas da pele. Além disso, há as medicações intravenosas que também são eficazes, porém dolorosas.

Nesse estudo, os pesquisadores usaram camundongos previamente vacinados e compararam os resultados com outros que utilizaram apenas o adesivo. O novo tratamento demonstrou maior ativação imune que a vacinação em injeções intramusculares e subcutâneas. O mesmo foi observado em amostras cirúrgicas da pele humana.

Para testar a eficácia do tratamento no câncer de pele, os pesquisadores utilizaram um antígeno contra o melanoma e aplicaram na pele dos camundongos. Após esse experimento, os estudiosos constataram que a medicação foi distribuída de forma uniforme sobre a superfície da pele, sem ocasionar reações indesejáveis.

Em conclusão, os profissionais da área identificaram o adesivo como um tratamento promissor para ativar células imunes da pele de forma rápida. Nos experimentos in vivo, as células poderiam migrar e recrutar outros grupos celulares do sistema imunológico com capacidade de atacar o tumor na pele.

Como perspectiva para o estudo, os pesquisadores pretendem testar o adesivo diretamente no melanoma em camundongos e em seres humanos, após a aprovação dos órgãos competentes.

Estudos como esses são primordiais para o desenvolvimento de um novo tratamento de melanoma que seja eficaz e que reduza os efeitos colaterais ocasionados pela maioria dos fármacos indicados para essa finalidade. Quer saber mais sobre a oncologia? Clique aqui e entenda mais sobre essa especialidade.