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12/08/2019 Medicina

Estudo revela que infarto pode causar demência a longo prazo

Pacientes que sofreram IAM apresentaram declínio cognitivo durante a pesquisa.

Estudo revela que infarto pode causar demência a longo prazo

De acordo com um novo estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology, há uma correlação muito próxima entre o infarto e a demência. Segundo os resultados obtidos pelos pesquisadores, pessoas que passaram por um infarto ou algum episódio de angina, costumam apresentar, após o evento, uma relativa queda cognitiva.

Para a pesquisa foram considerados dados de 8 mil pessoas, todas elas com mais 50 anos e que até então não haviam sofrido com derrame, angina ou infarto e que, além disso, não tinham nenhum diagnóstico de demência.

Durante o período de estudo foi verificado que 5,6% dos participantes passaram por ataque cardíaco ou angina. As pessoas que sofreram com angina demonstraram ter adquirido perda significativa de sua orientação temporal.

Já aqueles pertencentes ao grupo dos que sofreram com ataque cardíaco, as perdas verificadas envolveram a fluência e o declínio da memória.

O período considerado para os testes foi de 12 anos, e no decorrer desse espaço de tempo todos os indivíduos tiveram que passar constantemente por avaliações de memória, fluência semântica e orientação temporal. Tudo com o objetivo de se ter um panorama entre o antes e depois dos incidentes.

De acordo com um dos responsáveis por esse estudo, Wuxiang Xie, até mesmo uma leve mudança nas funcionalidades cognitivas da pessoa pode representar um aumento nos riscos da mesma ter demência com o passar dos anos.

Ainda segundo o coordenador da pesquisa, esse fato deixa clara a importância de quem já sofreu algum desses problemas se preocupar em fazer um acompanhamento médico com frequência. Dessa forma, será possível intervir e minimizar o avanço de um problema a longo prazo.

Depressão também é fator de risco

No mês de junho deste ano, a Sociedade Europeia de Cardiologia divulgou os resultados de outro estudo feito nessa mesma linha. Segundo as análises, depois dos problemas de coração (infarto), a depressão surge como o principal fator de risco.

Nesse caso, a situação se complica ainda mais, pois esse estado geralmente deixa a pessoa com menos vontade de manter uma vida saudável e adquirir hábitos que possam ajudá-la com o passar do tempo.

É importante lembrar que é normal que sintamos um pouco de tristeza após um episódio de infarto, mas o problema reside quando esse “estar deprimido” se prolonga por mais tempo do que deveria.

Prevenção

Tanto no caso da relação do infarto e da demência quanto na questão da depressão, especialistas recomendam sempre adotar medidas preventivas.

Manter uma rotina saudável, a pressão sob controle, cuidar do colesterol e fazer atividades físicas, são ótimas ações para se evitar problemas no coração.

Para quem sofre com depressão, a orientação é sempre buscar ajuda profissional e não achar que pode resolver tudo sozinho, aliás, isso também serve como alerta para as famílias ficarem atentas.

No mais, seja qual for a situação, a pessoa deve procurar ajuda especializada o mais rápido possível, afinal quanto mais cedo problemas clínicos ou psicológicos forem tratados, mais eficiente e rápida é a recuperação.

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