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02/08/2019 Medicina

Terapia por Ondas de Choque: Tudo o que você precisa saber sobre esse procedimento!

Método não invasivo pode ser uma saída para tratamento de doenças musculoesqueléticas.

Terapia por Ondas de Choque: Tudo o que você precisa saber sobre esse procedimento!

A Terapia por Ondas de Choque (TOC) é realizada por meio de um aparelho com aplicações multidisciplinares, usado muito na medicina esportiva, na ortopedia, na fisioterapia e também na urologia. É um método eficaz e prático de ser utilizado, especialmente para o tratamento de doenças musculoesqueléticas.

No geral, essa terapia se caracteriza por não ser invasiva e, além disso, por atuar diretamente no alívio de determinados tipos de inflamações e dores, e promover estímulos para a recuperação eficiente de diversos tipos de lesões, incluindo as de nível muscular.

É um procedimento não cirúrgico e, por isso, dispensa o uso de analgésicos. Para saber mais é só continuar a leitura.

Como é feita a Terapia por Ondas de Choque?

Esse método de tratamento de lesões e inflamações musculares é, normalmente, realizado em clínicas e hospitais especializados. Lembrando que precisa ser feito por um médico capacitado e treinado para a execução do procedimento.

Durante sua realização, o paciente é posicionado deitado ou sentado, isto é, da maneira em que o uso do aparelho no local afetado seja mais eficiente.

A grande maioria dos dispositivos encontrados no mercado atualmente dispensa o uso de analgésicos, mas pode ser que eventualmente eles ainda sejam usados. Isso vai depender do tipo do equipamento.

O processo de execução da TOC consiste na aplicação de uma sequência de pulsos mecânicos sonoros de alta energia e com um nível amplo no espectro de pressão. É isso que vai gerar uma ação chamada de mecanotransdução.

Ao penetrar na área afetada, a energia atua no tecido lesionado provocando o rompimento de microbolhas acompanhadas de microrroturas teciduais.

Todo esse processo torna possível a geração de determinadas ações bioquímicas nos mecanismos intracelulares.

Como resultado, temos o aumento da celularidade e da vascularização. Por fim, chegamos ao estímulo do poder regenerativo do tecido.

Quando fazer?

Esse tipo de tratamento oferece soluções para um campo muito amplo de problemas clínicos. Dentre suas principais indicações, temos:

  • Dificuldade no processo de consolidação de fraturas;
  • Tendinite glútea;
  • Fascite plantar sem ou com esporão do calcâneo;
  • Tendinite de base calcária do ombro;
  • Dores musculares e ósseas;
  • Inflamações.

É interessante observar que os principais candidatos à Terapia por Ondas de Choque são justamente aquelas pessoas que já passaram por métodos tradicionais, mas que não encontraram uma solução satisfatória para o problema enfrentado.

Por outro lado, existem casos em que a TOC não é recomendada como, por exemplo, quando a área do corpo que será tratada apresentar outros tipos de problemas, tais como infecções ou câncer.

Também não é indicada para gestantes, bem como para pacientes com doenças de coagulação.

Claro, para se ter certeza da viabilidade ou não do tratamento, o médico especialista avalia caso a caso para depois fazer suas recomendações.

O que diz a legislação?

A Terapia por Ondas de Choque é reconhecida desde 2003 pela Associação Médica Brasileira e pelo CFM. Essa última entidade reforçou em 2017 que essa técnica de tratamento é exclusiva de médicos.

No entanto, em 2015 o Conselho Federal de Fisioterapia autorizou também os fisioterapeutas a realizarem o procedimento mesmo sem o treinamento e sem a necessidade de exames técnicos específicos, o que coloca em risco os pacientes, além de ser um desrespeito às regras.

De qualquer forma, médicos que recomendam que fisioterapeutas realizem o procedimento chamam para si a responsabilidade por um eventual problema.

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Assuntos relacionados: terapia por ondas de choque