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24/12/2021 Notícias

O que a neurociência discute sobre a necessidade de dormir?

Inegavelmente a privação do sono tem um impacto generalizado no organismo, das capacidades cognitivas ao modo de caminhar.

O que a neurociência discute sobre a necessidade de dormir?

Umas das verdades científicas é a universalidade da necessidade de dormir. Isso foi um dos pontos levantados por um estudo da revista Science, com as últimas investigações sobre o sono.

Por meio da pesquisa, é possível confirmar alguns aspectos cruciais sobre o estado de inconsciência que o sono nos permite. Algumas constatações mostram a necessidade de dormir, como explica a neurociência: 

Que um animal feche os olhos e entre em um estado de inconsciência que o expõe aos perigos da noite não parece ser uma boa ideia.

No entanto, há poucas espécies que são capazes de dormir não completamente, como os golfinhos, que relaxam um hemisfério cerebral, fechando o olho desse lado, enquanto o outro continua aberto e acordado.

Outros, como as fragatas pelágicas, são capazes de voar dormindo durante dias. Mas a maioria precisa de um número determinado de horas e, se não as tiver em uma noite, as terá na próxima, com maior duração e intensidade.

Estudos em ratos, por exemplo, demonstraram que os que ficavam sem dormir eram incapazes de lembrar como chegar ao local em que horas antes conseguiram comida.

Do ponto de vista evolutivo, percebe-se que o sono é, de todas as formas, uma função essencial:

“Evolutivamente, parece que o sono se preserva muito bem, o que implica uma função básica essencial à vida”, afirma Nick Franks, professor do Imperial College de Londres.

Leia também: Boas interações sociais desaceleram o processo de declínio cognitivo

Por que dormimos?

Em algum ponto da sua vida, você já se fez essa pergunta.

Instintivamente nosso corpo entra em modo de repouso todas as noites, dia após dia.

E o motivo pelo qual reagimos dessa forma é um componente químico chamado melatonina. Ela é um hormônio ligado à sensação de alerta e relaxamento.

Trata-se de um mecanismo que serve para nos manter atentos quando precisamos (no trabalho, nos estudos e durante todo o dia), e também descansar quando necessário, produzidos pela glândula pineal (região central do cérebro).

Para outros animais, esse hormônio está associado à fuga e luta, aumentando os níveis de adrenalina para fugir de predadores ou entrar em combate direto.

Além disso, a melatonina está relacionada com o equilíbrio de diversos níveis de outros hormônios no organismo humano. Por exemplo, o cortisol, que controla principalmente o estresse, sofre aumentos e quedas a partir dela.

Por que dormir é tão importante?

O descanso, sem dúvidas, é um dos principais benefícios ao dormir. Naturalmente seres humanos e animais dormem todos os dias.

Especialmente importante para bebês e crianças (idade pré-escolar), dormir é essencial na fase de desenvolvimento, uma vez que o cérebro está começando a realizar sinapses, associações e aprendizados.

Desse modo, é durante o sono que tudo isso é criado e “memorizado”.

Esse é um dos principais motivos de os bebês dormirem tanto: em média, eles dormem até 15 horas por dia, justamente por ser a fase em que o cérebro está em maior atividade para se desenvolver.

Já para adolescentes, jovens e adultos, dormir é essencial para regular os níveis de estresse, manter o sistema imunológico funcionando corretamente e também memorizar aprendizados e trabalhos ocorridos durante o dia.

Ao dormir mal, corremos o risco de lidar com problemas de coordenação motora, atenção, mudanças de humor e até mesmo enxaquecas.

Portanto, a necessidade de dormir vai além da reparação física, é uma possibilidade de viver com mais qualidade de vida e saúde.

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Fonte:

- https://brasil.elpais.com/ciencia/2021-11-07/para-que-dormimos-o-que-a-neurociencia-sabe-e-ainda-desconhece-da-necessidade-de-dormir.html

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