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12/11/2021 Notícias

Falta de atividade física causa gastos de R$ 300 milhões ao SUS

O custo seria evitável na medida em que se amplia o acesso da população a programas de promoção de atividade física, diz especialista.

Falta de atividade física causa gastos de R$ 300 milhões ao SUS

Com a correria do dia a dia, é comum que algumas pessoas deixem de lado a prática de atividade física, seja por indisposição ou por falta de tempo.

No entanto, é preciso considerar que, com o tempo, o sedentarismo pode trazer impactos ao organismo que podem ser irreversíveis.

Nesse sentido, a falta de atividade física também reflete na economia do país, que precisa dar assistência necessária ao indivíduo com enfermidade.

Isso pôde ser constatado por meio de um estudo realizado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), que apontou o impacto econômico da inatividade física de brasileiros, em diferentes regiões do país.

Os dados levantados representam gastos no Sistema Único de Saúde (SUS) de cerca de R$ 300 milhões somente com internações, em valores de 2019.

O subchefe do Departamento de Economia da UFF e coordenador executivo da pesquisa, Marco Antonio Vargas, revelou que “esse custo seria evitável na medida em que você ampliasse o acesso da população a programas de promoção de atividade física.”

Vargas afirmou, ainda, que esses programas devem ser direcionados a variados segmentos de diferentes faixas da população. “Você tem carências muito claras em alguns setores, principalmente em populações mais vulneráveis”, ponderou.

O estudo objetiva contribuir para a formulação e implementação de políticas em saúde preventiva, assim como o estímulo à prática de atividade física no país.

Realizada antes da pandemia (em 2019), a pesquisa investigou pessoas maiores de 40 anos de idade, correlacionando os dados com os custos de tratamento no SUS, isto é, custos de hospitalização.

No campo de atuação, participou uma equipe interdisciplinar de pesquisadores, coordenada pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia - (In) Atividade Física e Exercício da UFF.

Doenças crônicas

A inatividade está associada à incidência de diversas doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), entre as quais estão hipertensão, diabetes, neoplasias de cólon e mama e doenças isquêmicas do coração, entre outras. Também constitui um dos principais fatores de risco associados à mortalidade por DCNTs no mundo e no Brasil.

Dentro do conjunto de custos no SUS associado ao tratamento de doenças crônicas não transmissíveis, a pesquisa buscou a parte que pode ser atribuída à falta de atividade física.

A pesquisa apresentou, ainda, um dado importante: o nível de escolaridade e de renda está associado à prevalência maior de falta de atividade física.

Além disso, o nível é maior entre mulheres do que entre homens, e quanto menor for o nível de escolaridade, maior o nível de inatividade.

O estudo cita dados da Base de Informações Municipais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (BIM-IBGE). Eles mostram que 88% dos municípios brasileiros desenvolvem algum tipo de ação, projeto ou programa permanente na área de esporte e lazer.

Ao mesmo tempo, a pesquisa observou que, ao longo dos últimos anos, houve uma queda significativa de gastos com desporto e lazer na esfera federal, que representam, em média, apenas 0,024% do total de gastos federais.

Cenário mundial

Dados recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que a falta de atividade física é um fenômeno que envolve mais de 20% da população mundial de adultos e mais de 80% da população mundial de adolescentes.

Isso significa que um em cada quatro adultos e quatro em cada cinco adolescentes, não fazem atividades físicas regulares suficientes para atender às recomendações globais estabelecidas pela OMS.

Ainda segundo a OMS, 27,5% da população global não atingem níveis mínimos desejáveis de atividade física durante a semana.

Na América Latina e no Caribe, 39,1% da população são fisicamente inativos. A maior prevalência de inatividade física na região é encontrada no Brasil, onde 47% da população não atingem os níveis mínimos recomendados.

Diante desse cenário, é fundamental incorporar à sua rotina a prática de atividades físicas, visando além de bem-estar e estado físico, mas, também, uma ação preventiva contra doenças crônicas.

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Fonte:

- https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2021-10/inatividade-fisica-causa-gastos-de-r-300-milhoes-ao-sus

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