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27/09/2021 Notícias

Tecnologia brasileira agiliza diagnóstico de doenças degenerativas

Proposta do nanodispositivo é detectar a presença de dopamina, neurotransmissor associado a doenças como Alzheimer e Parkinson.

Tecnologia brasileira agiliza diagnóstico de doenças degenerativas

Com o objetivo de detectar substâncias como a dopamina, neurotransmissor altamente ligado a doenças degenerativas, os pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), de Campinas (SP), desenvolveram uma tecnologia baseada em transistores orgânicos.

Através de um componente eletrônico que aumenta sinais elétricos fracos e administra cargas de maiores potências, a tecnologia é promessa no diagnóstico e tratamento de doenças degenerativas como o Alzheimer e o Parkinson.

Dois entre os três contatos utilizados por um neurotransmissor sobre o transistor têm a função de identificar a dopamina em meio líquido, cobertos por uma espécie de película.

A nova tecnologia é uma proposta assertiva para determinar a dopamina e outros marcadores biológicos na pesquisa de melhores desenvolvimentos diagnósticos e prognósticos para doenças degenerativas, a partir da análise de materiais biológicos em amostras líquidas de pacientes.

Novas tecnologias

Particularmente na doença de Parkinson e no mal de Alzheimer, doenças degenerativas progressivas e sem cura, a construção de novas tecnologias que permitam melhor reconhecimento de materiais biológicos relacionados é um progresso devido à possibilidade de novos dados de estudo para o desenvolvimento de melhores tratamentos.

A tecnologia da pesquisa pode, ainda, ser extremamente útil em outros tipos de doenças degenerativas.

Apesar da ampla diferença em sintomas e no modo como essas doenças degenerativas afetam os pacientes, ambas passam por alterações neurológicas semelhantes para firmarem-se nos indivíduos e, em geral, acometem pessoas com mais de 65 anos.

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A dopamina, um dos maiores focos de detecção da nova tecnologia, assume importante papel no desenvolvimento de doenças degenerativas e, por isso, assumiu destaque na pesquisa.

Descubra como o dispositivo funciona

Publicado no mês de junho na revista Advanced Materials, o desenvolvimento do dispositivo foi consolidado com o auxílio do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) do CNPEM.

Estudos voltados ao melhor conhecimento sobre as doenças degenerativas foram utilizados para fomentar a base da pesquisa.

Para desenvolver a tecnologia, os cientistas utilizaram ambientes verdadeiramente pequenos com os transistores.

Dentro de tubos de diâmetro 3 vezes menor que o de um fio de cabelo, os dispositivos realizaram a pesquisa em meio líquido: a urina, o suor e o sangue de pacientes.

A partir desse contexto, foi possível identificar a presença de dopamina, substância química que auxilia na transmissão de mensagens entre células nervosas e, geralmente, encontrada em quantidades muito reduzidas em pacientes com doenças degenerativas.

Compostos por fios metálicos chamados nanomembranas, os tubos receberam o dispositivo para detecção do neurotransmissor e uma nova esperança no tratamento de doenças degenerativas foi iniciada.

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Fonte:

- https://revistagalileu.globo.com/Tecnologia/noticia/2021/06/tecnologia-brasileira-pode-agilizar-diagnostico-de-doencas-degenerativas.html
- https://www.neurologiaintegrada.com.br/tratamento-do-alzheimer-e-parkinson/

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