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06/09/2021 Notícias

A importância da higiene oral em pacientes acometidos pelo SARS-CoV-2

Artigo britânico busca compreender a conexão entre microbiota oral e complicações da Covid-19

A importância da higiene oral em pacientes acometidos pelo SARS-CoV-2

Preservar a vida e melhorar a segurança dos pacientes com Covid-19. Esse é o princípio que rege os critérios da comunidade científica internacional para compreender as complicações ocasionadas pela infecção do vírus.

Uma investigação realizada em Londres, na Inglaterra, verificou se há relação com as bactérias orais e o agravamento dos quadros de Covid-19.

A publicação observou que as principais complicações nos pacientes investigados e acometidos pela Covid-19 foram coágulos sanguíneos, pneumonia, sepse, choque séptico e síndrome do desconforto respiratório agudo.

Outro dado importante mostrou que há uma superprodução de citocinas pró-inflamatórias desencadeada por uma reação imunológica desregulada, que pode levar o acometido à falência múltipla dos órgãos (coração e rins).

Leia também: O que precisamos saber sobre miocardite pós-vacina contra Covid?

De acordo com a pesquisa, infecções respiratórias virais facilitam o desenvolvimento de infecções bacterianas, o que aumenta também a gravidade da doença.

Mais estudos reforçam que infecções pelo coronavírus podem aumentar a ocorrência de bactérias estreptocócicas no trato respiratório, levando a complicações, como pneumonia e danos inflamatórios nos pulmões.

Pacientes com infecção leve ou moderada

Um comparativo descrito no estudo apresentou relação da contagem de neutrófilos e linfócitos entre pacientes com infecções leves ou moderadas.

Nos casos mais graves, a contagem de neutrófilos era notavelmente mais alta. Já a de linfócitos era significativamente mais baixa nos que apresentaram a forma mais leve da doença.

Isso significa que o aumento de neutrófilos é incomum nas infecções virais, mas muito presente nas bacterianas. O texto reforça, ainda, que quando há índices baixos anormais de linfócitos, há também uma exaustão funcional das células.

Nesse sentido, uma superinfecção bacteriana substituiria a infecção viral original em casos mais graves da doença.

Compreenda que cerca de 50% dos pacientes com Covid-19 grave morreram com uma infecção bacteriana secundária.

Higiene Oral

O estudo indica que reduzir ou erradicar a doença periodontal diminui consideravelmente o risco de pneumonia.

Assim, a recomendação de fazer adequadamente a higienização oral segue como máxima na prevenção de infecções bacterianas.

Evitar que haja risco de deslocamento de bactérias da boca para os pulmões também pode impedir que infecções respiratórias e complicações bacterianas sejam fatores de agravamento da Covid-19 nos acometidos.

Desse modo, é importante reforçar a higiene oral de pacientes infectados pelo SARS-CoV-2, para que se reduza a carga bacteriana na boca e evite a pneumonia e/ou outras complicações.

Diante do avanço de novas variantes da Covid-19, é imprescindível que mais pesquisas sejam realizadas para compreender a conexão entre infecções bacterianas orais e as complicações oriundas da doença.

É de suma importância acompanhar o empenho da ciência e da medicina com relação à Covid-19 através das notícias aqui no blog e nas nossas redes sociais.

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Fonte:

- https://www.segurancadopaciente.com.br/protocolo-diretrizes/higiene-oral-inadequada-pode-favorecer-infeccoes-bacterianas-que-geram-complicacoes-em-pacientes-com-covid-19/

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