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21/05/2021 Notícias

Estudo revela a expectativa de vida de pacientes que vivem com o HIV

Na América Latina expectativa de vida é igual à de pessoas que não convivem com o vírus

Estudo revela a expectativa de vida de pacientes que vivem com o HIV

O estudo entitulado Estimated life expectancy gains with antiretroviral therapy among adults with HIV in Latin America and the Caribbean: a multisite retrospective cohort study, analisou a expectativa de vida de pacientes com HIV no período de 2003 a 2017.

Os resultados apresentaram uma melhora significativa na qualidade de vida, bem como o aumento da expectativa de vida entre as pessoas com HIV que receberam a terapia antirretroviral (TARV). Acompanhe o post e saiba mais!

Métodos e números do estudo sobre a expectativa de vida de pessoas com HIV

Considerando que a terapia antirretroviral está cada vez mais disponível para pessoas de baixa e média renda que vivem com HIV, o estudo teve como foco analisar a tendência de vida entre as pessoas que iniciaram tratamento com TARV na América do Sul, América Central e Caribe.

A análise retrospectiva envolveu grupos de pessoas com HIV de vários locais a partir dos 16 anos. Argentina, Brasil, Chile, Haiti, Honduras, México e Peru forneceram dados pessoais de pessoas com idade a partir dos 20 anos. O período exato de abertura e fechamento dos dados foi de 1º de janeiro de 2003 a 31 de dezembro de 2017.

Características clínicas e demográficas também foram consideradas na análise. No total, 30.688 pessoas com HIV foram incluídas na amostra, sendo 17.491 pessoas do Haiti, o qual teve os resultados analisados à parte, e os demais pacientes dos outros países. O número de mortes registrado no período do estudo foi de 1.470 no Haiti e de 1.167 em outros locais.

Outros dados relevantes apontaram disparidade na expectativa de vida entre os grupos:

-        mulheres: 65,3 anos no Haiti e 81,4 anos nos demais países;

-        homens heterossexuais: 56 anos no Haiti e 58,8 anos nos outros países;

-        homens que fazem sexo com outros homens: 67 anos (nos outros países);

-        expectativa de vida da coorte: 69,9 anos no Haiti e 78 anos nos demais países.

Conclusão

As pesquisadoras envolvidas no estudo reconhecem a importância de o levantamento ter sido feito de forma colaborativa entre sete países das regiões, uma vez que os resultados podem ser obtidos por meio de uma amostra muito maior e mais consistente, o que é difícil de conseguir a partir de dados individuais.

Ainda assim, elas também admitem que praticamente não há informações de vários outros países da América Latina e que intervenções adequadas só podem ser feitas a partir de dados de qualidade, com os quais é possível obter os parâmetros necessários para tais finalidades.

Este tipo de levantamento é uma prova de que se pode fazer ciência de qualidade na América Latina, segundo a Dra. Brenda Crabtree Ramírez, infectologista e pesquisadora do Departamento de Infectologia do Instituto Nacional de Ciencias Médicas y Nutrición Salvador Zubirán, no México.

Ramírez afirma a importância da pesquisa, porque ela mostra como a expectativa de vida de pessoas com HIV na região aumenta ao longo do tempo.

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Fonte:

- https://portugues.medscape.com/verartigo/6506285
- https://www.thelancet.com/journals/lanhiv/article/PIIS2352-3018(20)30358-1/fulltext 

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