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17/05/2021 Notícias

O consumo de álcool é responsável por 300 mil mortes todos os anos

Estudo da OPAS e OMS alerta para os perigos do consumo de bebidas alcoólicas

O consumo de álcool é responsável por 300 mil mortes todos os anos

O consumo nocivo de álcool entra para lista de prioridade em termos de saúde pública, conforme levantamento demonstrado em estudo feito pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado no dia 12 de abril de 2021, na revista científica Addiction.

Acompanhe o post e veja as principais conclusões.

Consumo de álcool em números

O levantamento realizado entre 2013 e 2015 ganha especial relevância por ser o maior já feito na região, contemplando 30 países das Américas. Estados Unidos, Brasil e México tiveram cerca de 80% das mortes associadas ao álcool como “fator importante”.

Outras informações relevantes são:

-        o óbito pelo consumo nocivo de álcool foi identificado mais em homens que em mulheres;

-        pessoas entre 50 e 59 anos morreram com causas atribuíveis ao álcool;

-        doenças hepáticas e distúrbios neuropsiquiátricos, como a dependência, foram as principais causas de morte;

-        Nicarágua e Guatemala tiveram as taxas mais altas de mortalidade em decorrência do consumo de álcool.

Embora os países de alta renda tenham sido indicados no estudo com um maior consumo de álcool, os de baixa e média renda apresentam uma taxa de mortalidade mais alta, ressaltando desigualdades em termos de:

-        acesso precário aos serviços e informações médicas;

-        nutrição de qualidade;

-        impossibilidade de chegar aos postos de saúde em situação de emergência, devido à falta de acesso aos meios de transporte.

Aumento de consumo de álcool durante a pandemia

Além de todas as preocupações que surgiram em meio a pandemia, o consumo de álcool vem a ser mais uma questão que demanda atenção por parte do setor de saúde. Os profissionais reconhecem que o aumento no consumo foi mais propenso às pessoas com tendência a beber em excesso.

O clima de tensão e ansiedade, aliado à facilidade de compra pelos meios virtuais, da entrega em casa, bem como a promoção ao consumo por meio de publicidades nas mídias sociais, contribuíram para o aumento do consumo em diversos países.

Medidas de prevenção e controle

Tendo em vista a volta a um novo normal, a consultora sênior sobre álcool da OPAS, Maristela Monteiro, afirma que “[...] as políticas de álcool devem ser protegidas e fortalecidas.”    

Quanto às medidas de prevenção e controle, a OPAS propõe que os países dediquem-se a:

-        promover ações e campanhas de conscientização para a redução do consumo nocivo de álcool;

-        aumentar os impostos sobre as bebidas alcoólicas;

-        implementar medidas de restrições à publicidade, promoção e patrocínio;

-        aprimorar a análise dos dados de mortalidade e morbidade;

-        realizar o monitoramento do impacto do consumo com base nos dados levantados;

-        impor um horário limitado para vendas de álcool;

-        diminuir a concentração dos locais de venda em uma comunidade.

Maristela Monteiro reconhece ainda que, pelo fato de grande parte das pessoas, particularmente os homens, morrerem antes dos 60 anos, o que representaria o auge das suas vidas, essa passa a ser “[...] uma perda não apenas para suas famílias, mas também para a economia e a sociedade em geral.”.

Conclusão

Vale ressaltar que a dependência causada pelo consumo de álcool é reconhecida como uma doença pelo Código Internacional de Doença, sendo classificada como leve, moderada ou grave. Por não haver uma quantidade segura de consumo, ser tóxico e poder provocar doenças, é vital investir em controle e prevenção para evitar maiores danos para quem consome, para os familiares e para a sociedade.

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Fonte:

- https://www.paho.org/pt/noticias/12-4-2021-cerca-85-mil-mortes-cada-ano-sao-100-atribuidas-ao-consumo-alcool-nas-americas
- http://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/53786-entenda-os-riscos-do-consumo-de-bebida-alcoolica#:~:text=Segundo%20a%20OMS%2C%20n%C3%A3o%20existe,a%20m%C3%A9dio%20e%20longo%20prazo. 

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