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26/04/2021 Notícias

Brasil participa de iniciativa internacional para controle e prevenção de doenças cardiovasculares

A estratégia HEARTS compila as melhores práticas globais para combate dessas doenças

Brasil participa de iniciativa internacional para controle e prevenção de doenças cardiovasculares

No dia 30 de março de 2021, o Brasil se juntou a um grupo de diversos países que compõem a iniciativa internacional para controle de doenças cardiovasculares através do uso da estratégia HEARTS.

Trata-se de um  movimento de cooperação internacional  que conta com a participação de 16 países e que objetiva a criação de uma integração harmoniosa das das melhores práticas globais na hora do combate e da prevenção daquilo que é a maior causa de mortes do mundo, as doenças cardiovasculares.

Segundo Marcelo Queiroga, o atual Ministro da Saúde do Brasil, o país optou por aderir a essa iniciativa devido a alta incidência de mortes causadas por doenças cardiovasculares em território nacional. Queiroga afirmou que as doenças cardiovasculares devem ser tratadas como um tema prioritário para o nosso país, pois o “ Brasil tem mais de 380 mil óbitos todos os anos por doenças do coração”.

Trata-se de uma medida importante, pois a pandemia da Covid-19 resultou em uma queda pela busca de exames preventivos. Faz-se necessário que lembremos o nosso leitor de que o atual ministro é um cardiologista de profissão, um fato que o médico já fez alusão em diversas ocasiões e sempre que possível buscou ressaltar a importância da saúde do coração.

Relativo ao funcionamento efetivo da adesão brasileira ao HEARTS, podemos compreender que a iniciativa será realizada através de uma cooperação entre a esfera nacional e a internacional. Dessa forma, a condução local ficará a cargo da liderança do Ministério da Saúde local e será acompanhada por enviados da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

Segundo a OPAS, as medidas HEARTS se encontram divididas em cinco módulos distintos.

Hábitos saudáveis: Essa etapa busca introduzir ao paciente informações sobre os fatores de risco comportamentais mais relacionados com a aparição e o agravamento das doenças cardiovasculares. Aqui busca-se estimular o desenvolvimento de hábitos saudáveis através do aconselhamento de pacientes. Dentre os sintomas aqui expostos, faz-se necessário ressaltar a obesidade como fator epidemiológico.

Evidências: o segundo módulo que compõem o HEARTS é referente a uma série de protocolos que almejam padronizar a conduta clínica na hora do tratamento da hipertensão e da diabetes.

Acesso a medicamentos e tecnologias essenciais: Trata-se de uma etapa pertinente à infraestrutura, pela qual busca-se coletar as informações sobre a aquisição de medicamentos e de outras tecnologias relevantes ao controle de doenças cardiovasculares.

Risco: Nesse módulo reforça-se que o manejo das doenças cardiovasculares deve ser pautado no risco. Contudo, faz-se necessário apontar que os gráficos de risco elaborados nesta etapa são personalizados de acordo com as particularidades de cada país. 

Trabalho de equipe como base para a atenção: Essa etapa contém recursos para treinamento e tem como foco a orientação para a criação de uma atenção especializada pautada no trabalho em equipe e na divisão de tarefas.

Sistemas de monitoramento: Aqui busca-se levantar informações sobre métodos de monitoramento através de indicadores padronizados e de ferramentas de coleta de dados especializados.

Por fim, ressaltamos a importância dessa medida e da cooperação internacional. Acreditamos que o compartilhamento entre informações do Ministério da Saúde e da OPAS será de grande valia e resultará em uma melhora da qualidade no controle de doenças cardiovasculares e em um incremento na vida dos brasileiros.

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Fonte:

- https://brasil.un.org/pt-br/123657-brasil-adere-estrategia-internacional-hearts-para-controle-e-prevencao-de-doencas
- https://www.drteuto.com.br/blog-interna.php?data=2021-03-05&slug=exames-de-prevencao-como-a-covid-19-tem-afetado-a-prevencao-de-outras-doencas
- https://www.paho.org/en/node/79472
- https://www.drteuto.com.br/blog-interna.php?data=2021-03-15&slug=estigma-da-obesidade-discriminacao-e-falta-de-equidade-dificultam-a-prevencao-e-controle-da-doenca