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19/04/2021 Notícias

OMS destaca riscos da separação de recém-nascidos de suas mães devido a Pandemia

Proximidade da mãe com o bebê pode ser crucial à sobrevivência

OMS destaca riscos da separação de recém-nascidos de suas mães devido a Pandemia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) vem conduzindo uma série de pesquisas com o objetivo de elucidar alguns aspectos pouco discutidos da pandemia causada pelo novo coronavírus. Dentre essas investigações, torna-se possível destacar o impacto da pandemia sobre os cuidados neonatais, o que causou a separação de recém-nascidos de suas mães.

Essa iniciativa faz parte de um esforço da Organização Internacional de compreender as maneiras como a pandemia afetou todos os setores da sociedade. Previamente já apontamos como a OMS apontou para uma deterioração dos serviços de saúde mental no mundo.

Os benefícios que o contato direto de uma criança com sua mãe já é um fato consumado dentro do campo da medicina moderna. A presença materna é um aspecto tão importante que é usado diversas vezes como tratamento neonatal em caso de crianças nascidas prematuramente (a maior causa individual de mortes de recém-nascidos do mundo).

Devido a pandemia da Covid-19, cada vez mais mães estão tendo que ser separadas cotidianamente de seus filhos recém-nascidos. Faz-se necessário apontar que essa separação não é feita por maldade, mas se configura como um protocolo para evitar contágio em caso de suspeita ou confirmação da doença por parte da mãe.

Contudo, esse procedimento tem colocado esses bebês em uma situação que agrava o risco de morte e de complicações de saúde ao longo de sua vida. Uma situação que é potencializada de forma exponencial quando o assunto se refere a crianças prematuras e se torna um caso especialmente severo quando levamos o nosso olhar para os locais onde ocorrem o maior número de nascimentos prematuros e mortes infantis, os países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento.

Segundo o relatório, cerca de 125 mil bebês poderiam ser salvos nesses países através do uso completo do chamado cuidado materno canguru. O método canguru se configura como um modelo de assistência neonatal humanizada capaz de estimular o desenvolvimento físico e emocional do bebê, reduzir seu estresse e estabilizar o batimento cardíaco através do contato direto com a mãe.

Nesse sentido, entende-se que essa separação de recém-nascidos se configura como uma prática que, apesar de bem intencionada, acaba por prejudicar o desenvolvimento sadio da criança.

Recomendação da OMS

Em seu relatório, a OMS chegou a uma conclusão que, superficialmente, parece contraproducente, de que as mães devem continuar dividindo quarto com os seus bebês e que sejam capazes de amamentar e praticar o contato pele a pele, mesmo naquelas ocasiões onde há suspeitas de Covid-19.

Esse argumento se justifica pelo fato de que o leite materno se configura como um fator de baixo impacto de infecção, resultando em um risco menor para a saúde da criança do que aquele causado pela separação dos recém-nascidos.

Segundo estudos científicos, realizados com mães infectadas com Covid-19, há poucos relatos de crianças recém-nascidas infectadas que apresentam sintomas severos.

Nesse sentido, faz-se necessário evitar a separação dos recém-nascidos, pois o cuidado mãe-canguru ainda é uma das melhores intervenções para melhorar a vida dos recém-nascidos, especialmente quando nos referimos às crianças prematuras. Caso tenha gostado deste texto, não esqueça de dar uma passada no nosso blog!

 

Fonte:

- https://www.drteuto.com.br/novidades-interna.php?data=2016-07-12&slug=metodo-canguru-estrategia-para-recuperacao-de-bebes-prematuros
- https://www.paho.org/pt/noticias/16-3-2021-nova-pesquisa-destaca-riscos-separar-recem-nascidos-suas-maes-durante-pandemia
- https://www.drteuto.com.br/blog-interna.php?data=2020-10-05&slug=pandemia-interrompe-servicos-de-saude-mental-em-93-dos-paises-revela-a-oms
- https://www.thelancet.com/journals/lanchi/article/PIIS2352-4642(20)30241-8/fulltext#articleInformation

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