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26/02/2021 Notícias

Novas diretrizes para o tratamento de transtornos alimentares são divulgadas

Artigo foi preparado pela American Academy of Pediatrics Committee on Adolescence (AAP)

Novas diretrizes para o tratamento de transtornos alimentares são divulgadas

As causas para o surgimento de transtornos alimentares podem ser genéticas, hereditárias, psicológicas e/ou sociais. Esses transtornos muitas vezes não são percebidos pelos pacientes, por isso a necessidade de os profissionais de saúde saberem identificar os sintomas. Recentemente a AAP publicou um artigo com diretrizes sobre o rastreamento e tratamento de transtornos alimentares, focando nos casos pediátricos.

Os transtornos alimentares estão cada vez mais comuns, em especial pelo aumento dos gatilhos psicológicos relacionados à pressão sobre o peso e à imagem pessoal. No Brasil, por exemplo, a OMS afirma que 4,7% da população sofre com transtornos alimentares, sendo o grupo mais afetado os adoslecentes do sexo feminino.

Os estereótipos dos transtornos alimentares

Apesar da prevalência dos casos ser muito maior nessa fatia da população, os transtornos alimentares não estão restritos apenas a este grupo. Inclusive, o artigo preparado pela AAP e escrito pela pediatra e professora Drª Laurie L. Hornberg apresenta métodos de diagnóstico e tratamento de crianças e adolescentes com transtornos alimentares.

Para a pediatra, é importante quebrar esses estereótipos para facilitar o diagnóstico em crianças, já que muitos acreditam que elas não desenvolvem tais transtornos. Portanto, os pediatras, que são os profissionais que acompanham as crianças, devem conseguir perceber indícios de possíveis distúrbios alimentares.

Quais sinais que devem ser analisados pelo médico

Para detectar um transtorno alimentar, os pediatras podem se guiar por indícios físicos. Por exemplo, o ganho ou perda excessiva e súbita de peso pode ser um sinal de alerta e necessita ser monitorado. Também é possível analisar os sinais vitais do paciente, que podem indicar desnutrição.

É interessante colocar na rotina das consultas perguntas sobre imagem corporal. As respostas podem dar dicas de alguma desregulação alimentar. Outros fatores de alerta são dietas restritivas feitas por conta própria, uso abusivo de laxantes e/ou tentativas constantes de vômito.

Os adolescentes, em especial, podem demonstrar um interesse excessivo em exercícios físicos e utilizar estes exercícios como uma espécie de penalidade para algum tipo de excesso que eles acreditem ter cometido na alimentação.

O tratamento de transtornos alimentares

O tratamento de transtornos alimentares deve ser feito por um acompanhamento multidisciplinar, com profissionais de pediatria, nutrição e saúde mental. Para a efetividade do tratamento, é importante que o paciente e seus responsáveis reconheçam o diagnóstico e tentem mudar comportamentos prejudiciais.

Cabe ressaltar a importância desta mudança de comportamento, pois falas e ações podem influenciar negativamente o tratamento do paciente. Deve ser incentivada uma linguagem de positividade sobre a imagem corporal e autoaceitação, diminuindo pressões estéticas.

Concluindo

O artigo da AAP apresenta novas diretrizes para o tratamento de transtornos alimentares, focando em pacientes crianças e demonstrando a importância de o profissional pediatra estar atento a sinais de alerta e incluir em sua rotina nas consultas perguntas sobre a imagem corporal. Além de ressaltar que o tratamento de transtornos alimentares deve ser multidisciplinar e englobar mudanças de comportamento pelos responsáveis também.

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Fonte:

https://pebmed.com.br/como-o-isolamento-social-pode-agravar-os-transtornos-alimentares/
https://portugues.medscape.com/verartigo/6505888?pa=jeC%2FOx%2FabmasSQnnb%2FjI%2BTYIrrKuS5V4WQ66L2d5OysRmhiYA1cnauPRDdRYIfnd43mU9jD%2B1DtnxY47OmyybA%3D%3D