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19/02/2021 Notícias

Quimioterapia em idosas com câncer de mama em estágios iniciais

Nova ferramenta de predição de risco de toxicidade da quimioterapia em idosos está em estágio inicial

Quimioterapia em idosas com câncer de mama em estágios iniciais

Como você sabe, a quimioterapia, por mais que seja um excelente tratamento contra o câncer, pode apresentar alguns riscos à saúde, ainda mais em pessoas idosas. Contudo, por meio de uma ferramenta de predição de risco, é possível prever eventuais problemas e oferecer um tratamento mais personalizado para os pacientes, proporcionando o suporte necessário.

A descoberta

A Dra. Allison Magnuson, da University of Rochester, nos Estados Unidos, e seu grupo de pesquisadores desenvolveram uma nova ferramenta de predição de risco de toxicidade da quimioterapia em pacientes idosas com câncer de mama em estágio inicial.

A ferramenta se chama de pontuação Cancer and Aging Research Group–Breast Cancer (CARG-BC) e foi testada em dois grupos de idosas com 65 anos ou mais que apresentavam câncer de mama em estágio I-III, o que resultou em 473 pessoas avaliadas ao total.

Para realizar o cálculo que auxilia na predição de risco de toxicidade, os pesquisadores selecionaram oito preditores independentes de toxicidade de grau 3 a 5 associada a quimioterapia e atribuíram uma pontuação para cada um, sendo eles:

●      utilização de antraciclina (1 ponto);

●      câncer em estágio 2 ou 3 (3 pontos);

●      probabilidade de que o tratamento dure mais de três meses (4 pontos);

●      variação da função hepática (3 pontos);

●      baixa taxa de hemoglobina (3 pontos);

●      histórico de quedas em até seis meses antes (4 pontos);

●      problemas para caminhar mais de 1,6 km (3 pontos); e

●      carência de suporte social (3 pontos).

Nesse sentido, os pacientes que apresentaram pontuação de 0 a 5 apresentam baixo risco, já aqueles com pontuação de 6 a 11 possuem risco intermediário e os que apresentam pontuação de 12 ou mais têm alto risco de toxicidade de grau 3 a 5.

Importância

Esse tipo de descoberta é de suma importância, tendo em vista que há uma incidência superior de câncer em idosos, bem como maior mortalidade. No caso específico do câncer de mama em idosas, segundo o artigo Targeted Therapy for Breast Cancer in Older Patients (Terapia-Alvo para Câncer de Mama em Pacientes Idosas), 50% das pacientes com câncer apresentam 65 anos ou mais.

Assim sendo, o diagnóstico precoce e o tratamento por meio da quimioterapia são indispensáveis para a recuperação desse público.

No entanto, é necessário conhecer os riscos associados ao tratamento, pois 58% dos idosos experienciam, no mínimo, uma toxicidade grau 3 a 5. Por isso, são indispensáveis as ferramentas de predição de riscos para que o tratamento de câncer em pessoas  idosas possa ocorrer de forma mais personalizada, bem como intensificar cuidados específicos de suporte durante a quimioterapia.

Sendo assim, a perspectiva futura dos pesquisadores é que esse achado possa ser útil para os médicos preverem a toxicidade individual de cada idosa submetida à quimioterapia, de modo a auxiliar no tratamento.

Conclusão

Como você pôde observar, por mais que o câncer tenha cura, o tratamento pode ser muito delicado em pacientes idosos, tendo em vista que esse público, por conta da idade, já apresenta um estado de saúde mais frágil.

No entanto, uma ferramenta de predição de risco é uma interessante alternativa para prever a toxicidade que a quimioterapia pode ocasionar no idoso e tornar o tratamento mais individualizado.

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Fonte:

https://portugues.medscape.com/verartigo/6505902?pa=Qv7w8heENcvRHIee30vXVswk9QkCYJ%2B1lX7VKDM3VBOVDZ%2BwRG9vsZEY2sdW%2FYZ0cFrqow%2Bf2%2F37XuRaZT6JAA%3D%3D
https://www.inca.gov.br/bvscontrolecancer/publicacoes/Livinalli_Uso_ferramentas_avalia%C3%A7ao_toxicidade_oncogeriatria.pdf

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