Dr. Teuto

Blog

Blog


25/01/2021 Notícias

O que se sabe até o momento sobre a nova variante do coronavírus?

Veja informações preliminares divulgadas pelos órgãos de saúde.

O que se sabe até o momento sobre a nova variante do coronavírus?

O mundo ficou abismado com o anúncio da descoberta de uma nova variante do coronavírus no Reino Unido, o que gerou várias restrições de viagens internacionais e dúvidas sobre a eficácia das vacinas desenvolvidas. Além da britânica, outras variantes foram descobertas. Todas estão sendo estudadas e cientistas acreditam que não há motivos para uma histeria antecipada.

Mas o que é uma mutação?

Mutações são eventos comuns em todos os seres vivos. Mas são muito mais facilmente percebidos em vírus, devido a sua rápida capacidade de replicação. Por exemplo, desde o começo da pandemia, o coronavírus já se modificou várias vezes.

Quais são as variantes descobertas?

A primeira variante que preocupou o mundo e gerou uma série de restrições em viagens aéreas foi a encontrada no Reino Unido. A mutação N501Y modificou uma das proteínas responsáveis por facilitar a entrada do vírus nas células humanas. Isso fez com que essa nova cepa fosse mais transmissível.

Mais recentemente, uma nova cepa foi descoberta na região de Cabo Oriental na África do Sul. Ainda não se sabe muito sobre essa mutação, porém muitos cientistas já se mostram preocupados. Assim como a britânica, a variante E484K também apresenta modificações na proteína spike, no entanto essas modificações são consideradas mais extensas.

Em nosso país também foi descoberta uma nova variante do coronavírus. A Fiocruz informou o primeiro caso de reinfecção por conta da nova variante no Norte do país. A variante surgiu no Amazonas e já é indicada como uma das possíveis causas para o aumento das infecções de Covid na região. Essa mutação apresenta alterações similares às encontradas no Reino Unido e na África do Sul.

Quais os riscos dessas novas variantes?

Os estudos sobre estas variantes ainda estão nas fases iniciais. Mas os resultados preliminares, em especial os referentes à variante britânica que é conhecida há mais tempo, não têm qualquer indício de agravamento dos sintomas ou aumento na letalidade.

No entanto, já se sabe que todas desenvolveram métodos que facilitam a transmissão, ou seja, todas as variantes são mais transmissiveis que as cepas já estudadas. O que pode requerer medidas de isolamento social mais rígidas novamente.

A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), braço da OMS nas Américas, emitiu um relatório informando sobre o que se sabe sobre essas novas variantes e alertando os possíveis desafios que serão enfrentados.

O relatório alerta para uma possível sobrecarga dos hospitais, já que, mesmo não sendo mais graves, as novas cepas são mais transmissíveis. Também foi destacado a importância de se manter as medidas de controle ao novo coronavírus, como o isolamento social.

Concluindo

Não há evidências de uma letalidade maior na nova variante do coronavírus, seja a britânica, a sul africana ou a manauara. A OPAS apenas alerta para a transmissibilidade das novas variantes, o que pode levar à superlotação de hospitais. Por isso a importância da manutenção das medidas contra a Covid-19.

Assine nossa newsletter e receba novas informações sobre a Covid e outros temas relacionados.

 

Fonte:

https://www.paho.org/pt/documentos/ocorrencia-variantes-sars-cov-2-nas-americas-informacoes-preliminares
https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-amazonia-confirma-reinfeccao-por-nova-variante-do-sars-cov-2
https://www.youtube.com/watch?v=2DxjtDJ0YnY

Assuntos relacionados: NOVA VARIANTE DO CORONAVÍRUS