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15/01/2021 Notícias

Você já ouviu falar no Método Wolbachia para combate da zika, dengue e chikungunya?

A técnica já vem sendo utilizada por diversos países, inclusive no Brasil. Saiba mais!

Você já ouviu falar no Método Wolbachia para combate da zika, dengue e chikungunya?

Ao longo dos anos, as ações de combate ao Aedes Aegypti se pautaram no controle da população do mosquito. No entanto, um método inovador vem sendo utilizado gradativamente em várias cidades do Brasil. Estamos falando do Método Wolbachia, desenvolvido pela World Mosquito Program e, aqui no Brasil, aplicado em parceria com a Fiocruz.

No Método Wolbachia não se busca eliminar as populações de Aedes Aegypti existentes, mas ao contrário, libera-se mais mosquitos no ambiente. Pode parecer um paradoxo aumentar a população de um mosquito capaz de transmitir várias doenças infecciosas, mas existe uma explicação para isso.

Como funciona o Método Wolbachia?

O método inovador consiste em infectar alguns mosquitos com a bactéria Wolbachia e soltá-los no ambiente que já possui Aedes Aegypt para que se reproduzam. Com o tempo, o número de mosquitos com a bactéria superará o de mosquitos sem a bactéria.

De acordo com os estudos da World Mosquito Program, a infecção por Wolbachia inibe a possibilidade de transmissão de arboviroses pelos mosquitos. Os vírus de doenças como a dengue, a zika e a chikungunya não conseguem se desenvolver bem com a presença de Wolbachia no organismo do mosquito.

O método começou a ser utilizado na Austrália, mas hoje já é utilizado em vários países como Colômbia, Índia e mais recentemente no Brasil. Com o apoio da Fiocruz e do Ministério da Saúde, o método Wolbachia já está sendo implementado em Niterói, Petrolina, Campo Grande, Belo Horizonte, Fortaleza e Manaus.

Quais as vantagens desse método?

A primeira e maior vantagem do uso deste método para diminuir os casos de arboviroses é que ele é natural. Não existe qualquer modificação genética, a bactéria Wolbachia já é encontrada naturalmente em várias espécies de artrópodes.

O método também é autossustentável, já que os mosquitos infectados com a Wolbachia quando acasalam geram ovos, os quais já possuem naturalmente a presença da bactéria. Então, não é preciso uma liberação constante de mosquitos infectados para que eles consigam se tornar predominantes.

Os estudos mostraram que é seguro para os seres humanos o uso da bactéria Wolbachia como forma de controle da circulação de arboviroses. Não existe possibilidade de transmissão da bactéria para seres humanos, já que a mesma vive apenas no ambiente intracelular dos mosquitos.

Concluindo

Este método representa um avanço enorme no combate às arboviroses e uma esperança para as mais de 2 bilhões de pessoas que vivem em áreas onde o Aedes Aegypti é endêmico. Apesar de ainda estar disponível apenas em poucas cidades brasileiras, a expectativa é de ampliação do programa pelo Ministério da Saúde.

A utilização do Método Wolbachia se apresenta como saudável e eficaz para controle das arboviroses, já que não implica em modificações genéticas e é autossustentável. Além de ser seguro para os seres humanos, que não correm risco de serem infectados pela bactéria Wolbachia.

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Fonte:

https://portal.fiocruz.br/noticia/aedes-aegypti-metodo-wolbachia-para-o-combate-ao-mosquito-chega-em-sua-etapa-final
https://www.youtube.com/watch?v=dy5x9kPAuqE
https://www.worldmosquitoprogram.org/brasil/sobre-o-metodo-wolbachia

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