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21/09/2020 Notícias

Quedas na vacinação ameaçam o controle de doenças em países das Américas

Pandemia e receio de contaminação fizeram população adiar a vacinação, de acordo com levantamento

Quedas na vacinação ameaçam o controle de doenças em países das Américas

Mesmo com algumas estratégias inovadoras para evitar a contaminação pela Covid-19 durante os cuidados para com a saúde, muitas pessoas ainda sentem medo. Isso, de fato é esperado, porém algo muito preocupante está acontecendo em relação a queda na vacinação em geral.

Isso porque, com a preocupação de se expor ao vírus, a redução apresentada na cobertura vacinal mostrou resultados preocupantes. Segundo uma série de pesquisas feitas pela Organização Pan-Americana da Saúde, os índices estão variando conforme a quarentena.

A variação no índice de vacinação

As pesquisas realizadas pela OPAS foram feitas em 16 países da América Latina e 22 do Caribe. Nelas, por exemplo, foi possível notar que, conforme as regras de confinamento foram relaxadas, a oferta pela vacinação aumentou.

Isso ocorreu porque a população se sentiu muito mais à vontade e preparada para isso. O fato de existir uma grande quantidade de infectados em diversas cidades e países, fez com que muitas pessoas evitassem ao máximo sair de casa. Isso, mesmo quando o assunto era sobre vacinação.

O distanciamento físico, limitações de transporte público e o risco à exposição do vírus, são os principais fatores para essas ocorrências, segundo o Resumo da Situação dos Programas Nacionais de Imunização.

Em suma, houve uma diminuição de 12% e 14% nas vacinas contra:

●      Difteria;

●      Tétano;

●      Coqueluche.

Além disso, as vacinas contra a tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), também caíram. Algo que também é muito preocupante é que, no Brasil, pela primeira vez, não foi atingida a meta para vacinação infantil.

Segundo o Programa Nacional de Imunizações, a meta para a imunização de crianças e bebês varia entre 90% e 95%. Com um número abaixo, há um risco extremamente grande de que muitas doenças já eliminadas possam retornar, como já aconteceu com o sarampo e, até mesmo, tenha transmissão daquelas que estavam controladas.

Riscos e formas de mudar esse cenário

Como dito anteriormente, a queda acentuada no índice de vacinação, pode ser um grande indício de riscos iminentes do retorno de doenças já extintas, novas epidemias, bem como o contágio de algumas doenças já controladas.

Por conta disso, torna-se indispensável manter os cuidados indicados para evitar o contágio pela Covid-19, mas as vacinas não podem ser deixadas de lado. Afinal, esse é um dos recursos de maior eficácia contra doenças e epidemias. Algumas formas de mudar esse cenário, são:

●      Conscientização de pacientes;

●      Acompanhamento incisivo pelo médico da família;

●      Alerta e lembretes sobre o dia de vacinação;

●      Formas diferentes de vacinar (drive thru de vacinas, horário agendado, etc).

Conclusão

É indispensável manter a vacinação em dia e diminuir as quedas na vacinação, já que ela é uma das formas mais efetivas de manter a saúde de todos os indivíduos. Além disso, é uma maneira de evitar o contágio por novas doenças e garantir qualidade de vida. É importante ressaltar que o ato de se vacinar é, também, uma forma de pensar na segurança do próximo.

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Fonte:

https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6247:covid-19-ameaca-controle-e-eliminacao-de-doencas-infecciosas-nas-americas-afirma-diretora-da-opas&Itemid=812
https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2020/09/pela-primeira-vez-no-seculo-brasil-nao-atinge-meta-para-nenhuma-das-principais-vacinas-infantis.shtml

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