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04/09/2020 Notícias

COVID-19 pode aumentar a incidência de mortalidade infantil de acordo com a UNICEF

Pandemia causou a paralisação de serviços básicos de saúde, aumentando o risco de mortes de recém-nascidos

COVID-19 pode aumentar a incidência de mortalidade infantil de acordo com a UNICEF

Saúde e bem-estar é o terceiro objetivo da agenda 2030 da ONU, que coloca em destaque metas como a redução da taxa de mortalidade materna global, acabar com as mortes evitáveis de recém-nascidos e crianças menores de 5 anos e reduzir a mortalidade neonatal.

Cinco anos após a redação desse documento, conhecido como Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), destinado a todos os países e partes interessadas, enfrentamos uma crise sanitária mundial em decorrência da COVID-19, que pode culminar no aumento da mortalidade infantil.

As estimativas apresentadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), indicam que o Brasil está entre os 10 países que podem alcançar os maiores números de mortes infantis em 2020.

Foram notificados 356 óbitos de mulheres grávidas com COVID-19, no período de janeiro a agosto. Do total, 135 correspondem ao Brasil e 106 ao México. Este último inclui também os casos de pós-parto. Os dados formam parte do Alerta Epidemiológico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Saiba os motivos, impactos e medidas de prevenção


O principal motivo é o colapso no sistema de saúde, que restringe o acesso aos acompanhamentos básicos de rotina e prevenção durante a gestação, parto e pós-parto. Outro fator relevante é o medo que as gestantes sentem de serem infectadas pelo vírus no ambiente hospitalar.

Há poucos meses, não tínhamos uma informação precisa sobre como a COVID-19 age nas mulheres grávidas. No entanto, as publicações disponibilizadas recentemente indicaram que aumentou o risco deste grupo apresentar formas graves da doença. Isso resulta na necessidade de ingresso às Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

Com os serviços básicos de saúde paralisados, os cuidados pós-nascimento também ficam comprometidos. Durante a pandemia, menos crianças estão sendo vacinadas. Nesse sentido, as organizações de saúde alertam que o sofrimento e a mortalidade de crianças em decorrência da não imunização adequada podem superar as consequências ocasionadas pela própria COVID-19.

As orientações relacionadas às medidas que podem ajudar a evitar o aumento dos óbitos estão centradas em:

●      Acessibilidade aos serviços de atenção pré-natal;

●      Implementação de medidas preventivas, visando a redução da morbidade e mortalidades relacionadas ao COVID-19;

●      Envolver todos os níveis do sistema de saúde objetivando a redução da mortalidade materna e perinatal;

●      Priorizar os testes de diagnósticos para mulheres grávidas e, nos casos de suspeita ou confirmação de infecção por SARS-CoV-2, adotar medidas adicionais;

●      Comunicação entre os serviços de saúde e as gestantes, visando auxílio emergencial e coordenação de avaliação médica total de maneira virtual, presencial ou domiciliar.

 

As medidas de cuidados e higienes devem ser redobradas na gestação e pós-nascimento: lavar as mãos com água e sabão, usar álcool gel e máscara, especialmente antes de segurar o bebê para amamentar.

Conforme indicações da ONU Brasil, todas as mulheres, com COVID-19 ou não, devem ser incentivadas a amamentar seus bebês, pois os benefícios são superiores aos possíveis riscos.

Trazer soluções neste cenário de pandemia e contribuir para a redução da mortalidade infantil é uma responsabilidade coletiva e muitos profissionais de saúde estão atuando nesse sentido.

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Fonte:

https://saude.gov.br/images/pdf/2020/August/06/Boletim-epidemiologico-COVID-25-final--1-.pdf
https://www.paho.org/en/documents/epidemiological-alert-covid-19-during-pregnancy-13-august-2020
https://nacoesunidas.org/pos2015/ods3/
https://www.unicef.org/brazil/comunicados-de-imprensa/oms-e-unicef-alertam-para-um-declinio-na-vacinacao-durante-pandemia-de-covid-19

 

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