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28/08/2020 Notícias

O que é terapia gênica e para que serve?

Recente aprovação da ANVISA traz tema à tona novamente

O que é terapia gênica e para que serve?

A terapia gênica ou geneterapia, como também é conhecida, é estudada há muitos anos por pesquisadores da saúde. Além disso, um dos maiores objetivos da ciência sempre foi realizar modificações pontuais no genoma humano.

Agora, tudo isso parece possível, já que a Anvisa aprovou a primeira terapia gênica no Brasil. Para muitos profissionais, esse é um motivo a ser comemorado. O tratamento visa mexer no DNA e oferece uma perspectiva de sucesso e revolução frente às doenças mais raras do ser humano. Interessou-se pelo assunto? Acompanhe e saiba mais!

Geneterapia

Entende-se por geneterapia a capacidade de melhorar o DNA, ou seja, as condições genéticas de um indivíduo, por meio da correção dos mesmos. Isto é, os genes são mutados – vulgo, alterados – pensando especificamente no tratamento gênico.

Graças aos avanços da genética e também da bioengenharia, foi possível realizar testes e procedimentos. Dessa maneira, há uma perspectiva positiva em relação ao assunto e como ele pode impactar a cura de doenças raras.

Principais preocupações em relação à terapia gênica

Em todo estudo que é realizado, sempre existirá algumas preocupações e efeitos que podem fugir do controle dos pesquisadores. No caso da terapia gênica, por exemplo, há uma enorme preocupação em relação às respostas imunes.

Essas respostas, inclusive, mostram-se exacerbadas. Há, também, preocupação em relação à manipulação do genoma quanto, principalmente, linhagens germinativas. Porém, os estudos realizados in vivo em células somáticas apresentam resultados satisfatórios.

Dessa maneira, mesmo com as possíveis preocupações que pesquisadores e médicos enfrentam, é perfeitamente possível perceber que já há protocolos aprovados para uso clínico. No início, os principais testes e triagens foram conduzidas nos seguintes locais:

●      Europa;

●      Austrália;

●      China;

●      Estados Unidos.

Tempo de estudo e avanços significativos da geneterapia

A geneterapia é estudada há décadas. Ou seja, é estudada tempo suficiente para garantir premissas inovadoras. Como ela seria, de maneira geral, um transplante de DNA, sabe-se que os primeiros tratamentos foram aprovados em 2017, nos Estados Unidos. Porém, somente para fins comerciais.

Segundo dados, a terapia foi liberada no Brasil e desenvolvida pela farmacêutica Novartis. Assim, a terapia se baseia em uma aplicação única do gene saudável através de injeções na veia. Isso ocorrerá contra a Distrofia Hereditária da Retina.

DHR

Conhecida também como DHR, a Distrofia Hereditária da Retina é uma condição considerada genética. Como o próprio nome sugere, ela afeta a retina, uma das principais estruturas dos olhos, já que é a responsável pela formação das imagens que vemos.

Mesmo que ela seja considerada rara, é uma das principais causadoras pela visão baixa em indivíduos de até 15 anos de idade. Infelizmente, uma grande maioria dos portadores desenvolve, até por volta dos 18 anos de idade, uma cegueira total.

Há uma boa dose de esperança para que o teste e o tratamento da geneterapia seja de fato eficaz. Afinal, a intenção da terapia gênica é, a princípio, tratar doenças raras e apresentar eficácia para distúrbios genéticos que as causam.

Dessa forma, a geneterapia tem como um dos principais objetivos, auxiliar em um impacto positivo na qualidade de vida de todos os pacientes que passam pela terapia gênica.

Acesse o site para mais informações!

 

Fonte:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Terapia_gen%C3%A9tica
https://saude.abril.com.br/medicina/anvisa-aprova-primeira-terapia-genica-no-brasil-o-que-isso-significa/

Assuntos relacionados: TERAPIA GÊNICA, GENETERAPIA