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22/05/2020 Notícias

Ataques digitais na saúde: O inimigo oculto dos hospitais por trás do Coronavírus

Investidas de hackers aumentam durante a pandemia e tem como alvo hospitais

Ataques digitais na saúde: O inimigo oculto dos hospitais por trás do Coronavírus

Ao mesmo tempo em que o mundo precisa lidar com os números significativos de doentes portadores da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, instalações médicas, clínicas e hospitais ainda têm que se preocupar com o número crescente de ataques digitais na saúde.

Nos últimos meses, foi observado um aumento relativo na quantidade de ataques ransomware, pois os criminosos digitais encontraram na crise provocada pela pandemia uma oportunidade para atingir o setor em seu momento de maior fragilidade.

Para os hackers que atuam na ilegalidade, qualquer crise pode ser explorada. No cenário atual ainda temos outro agravante: vários dos que estão atuando são financiados pelos governos de seus próprios países.

Ameaças reais à saúde

O Brasil tem sido um dos países mais focados para a execução de ações criminosas pelos hackers. Algumas análises sobre o tema apontam que o país está no mesmo nível que Rússia e Estados Unidos, como nações que mais sofrem ataques.

Ainda no cenário de ataques digitais na saúde, o Google, por meio de sua equipe de segurança, avaliou que o Brasil também foi alvo de crimes projetados por um grupo estatal. Mas nesse caso, não há muitos detalhes sobre a execução da ação e quais realmente eram os objetivos.

O fato é que quanto menos desenvolvida for a nação, maiores serão os problemas enfrentados em decorrência da pandemia. Essa fragilidade torna boa parte dos países do mundo alvos mais vulneráveis aos chamados ciberataques, pois como o foco está todo concentrado no controle, combate e prevenção da doença, várias outras áreas, a exemplo da segurança digital, são deixadas de lado nesse momento.

Perigos do home office

Além disso, a pandemia do novo coronavírus também forçou profissionais a trabalharem em home office e os hackers sabem disso. A segurança cibernética é menor no ambiente doméstico do que na clínica ou no hospital.

Vários profissionais de saúde, até mesmo visando ajudar como for possível quem está isolado, criam redes de atendimento online que não contam com o suporte ou alguém especializado por trás para dar orientações e cuidar da prevenção. Como resultado, ficam ainda mais vulneráveis.

Origem dos ataques

A origem dos ataques digitais na saúde tem várias fontes. Vários dos investigados pelo mundo são feitos criminosos que agem sozinhos em busca apenas de ganhar dinheiro. Porém, também há aqueles que são realizados diretamente pelos próprios governos ou por hackers pagos por algum país.

O Vietnã é um exemplo de que governos também podem estar por trás. Nesse caso, um grupo de hackers ligado ao governo do país realizou um ataque com foco no governo regional de Wuhan (China) e no Ministério de Gerenciamento de Emergência. O objetivo era roubar informações que ajudassem no combate ao coronavírus.

Ações preventivas

O uso mandatório de VPNs é um dos principais recursos de proteção aos ataques digitais na saúde, pois constituem uma maneira de garantir que as informações não sejam interceptadas na rede. Aplicação de criptografia e de autenticação em dois fatores, bem como o uso de sistemas que permitam apagar dados em caso de roubo ou falhas, também pode ser útil para manter um nível de segurança maior.

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