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27/01/2020 Medicina

AAP divulga novas diretrizes para o diagnóstico e tratamento do autismo

Fique por dentro das novas recomendações do órgão e atualize-se.

AAP divulga novas diretrizes para o diagnóstico e tratamento do autismo

O diagnóstico e tratamento do autismo têm ganhado novas diretrizes. Nos últimos dias, a American Academy of Pediatrics, APP, atualizou as suas recomendações, que estavam sem serem renovadas desde 2007.

O transtorno do espectro autista, TEA, é um distúrbio neurológico. Sua prevalência é elevada nos Estados Unidos, acometendo 1,7% da população infantil. O TEA afeta, significativamente, a vida das crianças que nascem com essa condição e a dos seus familiares.

Essas novas diretrizes sobre o diagnóstico e tratamento do autismo, divulgadas pela APP, vão ajudar bastante aos pacientes com TEA. Continue acompanhando esse post e saiba mais sobre o tema. Boa leitura!

Conheça as novas diretrizes para diagnóstico e tratamento do autismo

Os prestadores de cuidados primários possuem um papel muito importante no diagnóstico e tratamento do autismo. Portanto, as atualizações dessas diretrizes serão positivas e ajudarão os profissionais da área. Sendo assim, veja quais são as atualizações sobre o diagnóstico e tratamento do autismo:

1 – Diagnóstico no momento oportuno, identificação precoce e tratamento serão baseados em evidências

  • A identificação do TEA será feita por uma avaliação clínica com base nos critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, a quinta edição;
  • Visitas para avaliar o desenvolvimento do transtorno devem ser marcadas entre os 9, 18 e 30 meses de vida da criança;
  • As crianças com esse diagnóstico devem ser encaminhadas para avaliação quando houver aumento do risco do distúrbio;
  • O médico deve sempre responder com clareza as preocupações dos familiares ou das clínicas responsáveis pelo tratamento;
  • O pediatra precisa levar sempre em consideração os distúrbios genéticos e neurológicos;
  • O prestador de cuidados primários deve ter ciência das comodidades que estão associadas ao transtorno.

2 – Colaboração multidisciplinar

  • Todos que estão envolvidos com a criança, escola, família, comunidade e outros, devem ter consciência sobre o desenvolvimento das habilidades sociais que ela possui;
  • Crianças e jovens com TEA devem ter orientação antecipada sobre a sua condição;
  • Os cuidadores devem ter ciência sobre a condição especial da criança ou adolescente;
  • Com o intuito de promover o bem-estar, a comunidade deve oferecer oportunidades para crianças e adolescentes com autismo.

3 – Planejamento do cuidado do adolescente e transição para os sistemas de cuidados de pacientes adultos

  • Quando o adolescente começa a se aproximar da idade adulta, o pediatra deve trabalhar com ele e sua família, fazendo reuniões e mostrando como será essa transição. Dando a ele total assistência.

4 – Promover a tomada de decisão compartilhada com os pacientes de TEA e as famílias

  • A tomada de decisão compartilhada consiste no envolvimento do profissional da saúde em um diálogo com o paciente e sua família, a fim de planejar e monitorar toda a assistência a criança ou adolescente com TEA.

5 – Educação continuada para os cuidadores pediátricos para que eles consigam apoiar um lar e toda família esteja ciente das necessidades clínicas da criança com TEA

  • As crianças e jovens com TEA devem ter um lar totalmente estruturado para as suas condições clínicas. Portanto, o cuidado deve ser acessível, todos devem colaborar, serem sensíveis às necessidades do paciente para que o convívio seja sadio.

Saúde e bem-estar são o que essas novas diretrizes para o diagnóstico e tratamento do autismo têm como principal objetivo.

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