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17/01/2020 Medicina

3 tendências do ensino médico que estão revolucionando a forma de aprender medicina

Estudar e aprender medicina já não é mais a mesma coisa

3 tendências do ensino médico que estão revolucionando a forma de aprender medicina

O campo de estudos da neurofisiologia do aprendizado é uma importante área da neurociência e se detém a estudar e compreender como ocorre o processo de aprendizado, memorização e retenção de informações. Através das pesquisas realizadas dentro dessa esfera de conhecimento surgiram novas tendências do ensino médico. Veja quais são elas!

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1.    A memória

Uma das tendências do ensino médico é a descoberta de como ocorre de fato o processo de aprendizado. Estudos apontam que esse processo não está apenas relacionado à qualidade com a qual o conhecimento é transferido para o aluno, mas também está relacionado a fatores de ordem biológica.

Há um estudo realizado pela Harvard University que aborda essa tendência do ensino médico. Foi constatado que médicos jovens (até 14 anos de formação) apresentaram diagnósticos mais assertivos quando comparados com seus colegas de profissão mais experientes (com mais de 14 anos de formação).    

Esse resultado é explicado pela neurofisiologia do aprendizado, pois o aprendizado biologicamente significa o estímulo de conexões cerebrais. Quando o profissional para de estimular o conhecimento adquirido e se atualizar, essas conexões desaparecem e isso gera o esquecimento.

2.    A tecnologia

Mais uma das tendências do ensino médico aborda a tecnologia. De acordo com Maryanne Wolf, que é psicóloga da Tufts University, “nós somos como lemos”. A referida psicóloga compreende que a internet propicia um estilo de leitura decodificador e imediatista que não promove o hábito por uma leitura atenta.

Como nós estamos habituados a lermos diferentes assuntos pela internet sem manter o foco em nenhum, “decodificando” apenas a informação pela superfície, as conexões neurais não são formadas e, portanto, a informação não é retida pela memória.

Diante dessas questões, a Doutora Roberta Fittipaldi Palazzo sugere que durante as aulas os alunos mantenham os olhos fixos em quem fala, faça perguntas que resumam a informação principal, movimente-se para manter a atenção, além de realizar pausas quando cansado e dormir bem.

3.    A motivação

Por fim, mais uma das tendências do ensino médico são os estudos sobre motivação. Pesquisas apontam que a motivação não é condicionada apenas por fatores psico-comportamentais, mas também neurobiológicos. Existem dois tipos de motivação: a intrínseca e a extrínseca.

A motivação intrínseca, como o nome diz, é algo do indivíduo. Por exemplo, se você quer passar no vestibular você irá naturalmente se dedicar mais aos estudos, ou se você gosta de determinada matéria vai se sentir mais motivado a estudá-la.

A motivação extrínseca é aquela estimulada por um agente exterior, por exemplo, o professor. Quando o educador aplica estratégias como trabalho em grupo, desafios e apresenta exemplos cotidianos sobre o conteúdo o aluno se sente motivado.

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