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01/11/2019 Medicina

Diagnóstico do câncer: Brasileira desenvolve caneta capaz de detectar cancro

O dispositivo poderá ser usado em centros cirúrgicos para analisar amostras de dados

Diagnóstico do câncer: Brasileira desenvolve caneta capaz de detectar cancro

Uma cientista brasileira anunciou o desenvolvimento, com sucesso, de um pequeno dispositivo, muito parecido com uma caneta, que possui a capacidade de ajudar no diagnóstico do câncer.

De acordo com Lívia S. Eberlin, a cientista por trás do projeto, a caneta foi desenvolvida com a função principal de auxiliar na certificação – durante o processo de realização de uma cirurgia oncológica –, se todo o tecido relacionado ao tumor foi, de fato, removido do corpo do paciente.

Lívia tem formação acadêmica na área de Química pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e, apesar de ainda ser muito nova, já ocupa o importante posto de chefe em um laboratório destinado a pesquisas da Universidade do Texas, localizada em Austin, Estados Unidos.

Conheça mais sobre essa ideia logo a seguir:

O projeto

A caneta para diagnóstico do câncer foi batizada de MacSpec Pen. Apesar de parecer um dispositivo simples e relativamente prático, o fato é que ele pode se tornar essencial nas cirurgias oncológicas em um futuro próximo.

O ponto chave é que nem sempre a olho nu o médico consegue visualizar toda a extensão relativa à parte cancerosa e as suas limitações com o tecido saudável.

Hoje, temos técnicas que já fazem esse procedimento. O diferencial, que é a caneta, realiza todo esse processo de verificação em alguns poucos segundos, enquanto no método atual, isso demoraria algo entre 30 e 40 minutos — a análise precisa de um patologista e o paciente fica mais vulnerável a complicações, pois fica exposto durante esse tempo.

Perspectivas para o futuro

Os resultados obtidos na primeira etapa de estudos sobre o funcionamento da caneta já haviam sido publicados anteriormente em uma prestigiada revista médica. Isso permitiu que as análises avançassem e, mais recentemente, a equipe responsável pelo projeto obteve uma liberação de um conjunto de órgãos de ética nas instituições médicas americanas para o que teste fosse feito em seres humanos, durante procedimentos reais.

Os resultados, mais uma vez, foram excelentes. Agora, a expectativa da equipe liderada por Lívia é de que os estudos avancem para que em poucos anos a caneta já esteja disponível no mercado.

Lembrando que até o momento a MacSpec Pen se mostrou eficiente nos testes feitos com câncer de pulmão, mama, ovário e cérebro. Em breve, a equipe poderá dizer se o equipamento também será eficaz para análise de lesões e pintas na pele com a possibilidade de serem malignas.

Isso quer dizer que é bem provável que testes possam ser feitos nas pessoas sem que seja preciso recolher parte de tecidos e deixar marcas de cicatrizes na pele.

Apesar de haver muitas boas expectativas para os próximos anos e de praticamente todo o projeto ter sido um sucesso, ainda não é possível definir uma data de quando a caneta estará disponível.

Sobre Livia Schiavinato Eberlin

Lívia S. Eberlin ganhou notoriedade no cenário cientifico norte-americano em 2018, época em que foi uma das selecionadas para ganhar uma bolsa da renomada Fundação MacArthur. Não demorou muito para se tornar conhecida como uma das mais proeminentes bolsistas e gênios criativos em sua área.

Em 2019, ela retornou ao Brasil para trazer mais detalhes, bem como apresentar o material de sua pesquisa sobre a caneta para diagnóstico de câncer.

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Assuntos relacionados: diagnóstico do câncer