Blog


23/08/2011 Dicas

De olho na obesidade infantil

Diante dos altos índices de sobrepeso, os pais devem estar atentos aos hábitos alimentares dos filhos desde bebês e estimular a prática de atividades físicas.

De olho na obesidade infantil

Se durante anos o Brasil sofreu duras penas com a desnutrição infantil, a atualidade apresenta uma epidemia inversa: a obesidade entre crianças de 5 a 9 anos. Segundo revelou a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009 do IBGE, os casos da doença nessa faixa etária mais do quadruplicaram em 20 anos, atingindo 16,6% dos meninos e 11,8% das meninas.

O sobrepeso também é uma realidade na infância. Pelo menos uma em cada três crianças de 5 a 9 anos está acima do peso normal para a idade. Para os especialistas, um reflexo da mudança na rotina das crianças, pautada na quase ausência de atividades físicas e numa alimentação hipercalórica.

O futuro dessas crianças não será nada promissor se o crescimento das taxas de obesidade continuar nesse ritmo. É como nos adultos: a doença é fator de risco para outros problemas, como diabetes, hipertensão, infartos e derrames. Diante de tantas preocupações, nada melhor do que prevenir desde cedo o ganho de peso. Uma dica valiosa também quanto aos cuidados com quem ainda não age por si.

A prevenção

Nos primeiros seis meses de vida, a OMS recomenda que o leite materno seja o alimento exclusivo do ser humano. E uma pesquisa da Unifesp, realizada com 118 jovens, explica por quê: quem mamou por mais tempo apresenta atualmente níveis mais altos de adiponecitina, que aumenta a sensibilidade à insulina. Já quem recebeu outros tipos de alimentos antes dos seis meses apresentou maiores taxas da resistina, hormônio que favorece a obesidade.

Alerta vermelho também para a mamadeira após os 2 anos de idade, como aponta um estudo da Universidade do Estado de Ohio e a Temple University, ambas dos EUA. Depois de observar os hábitos alimentares de quase 7 mil crianças, a pesquisa revelou que utilizar a mamadeira como principal meio de ingestão de líquidos depois dessa idade é fator de risco para o excesso de peso, já que o utensílio é utilizado para complementar a alimentação.

É também na infância que os hábitos alimentares são formados para toda a vida. Os pais, por isso, precisam incitar desde cedo o consumo de alimentos saudáveis e regrar a ingestão de tipos calóricos, gordurosos e com excesso de sal. Nada melhor do que criatividade para criar um cardápio variado e saboroso baseado em frutas, verduras e carnes magras.

O sedentarismo também contribui para a incidência da obesidade infantil. Antigamente, as crianças estavam acostumadas a brincadeiras que remetiam a um gasto calórico maior, mas nos dias de hoje o tradicional pega-pega foi substituído pelos jogos eletrônicos e pela televisão. É por isso que os pais devem estimular a prática de atividades físicas nos filhos e promover momentos de lazer e convivência fora de casa.

O acompanhamento médico também é crucial para evitar a obesidade. Caso o bebê demonstre tendência para desenvolver o problema, o cuidado deve ser redobrado. O pediatra pode descobrir as causas do excesso de peso e estabelecer as melhores medidas para contornar a situação.

Alguma dica a mais? Deixe seu comentário!

Veja também:
Aumento da obesidade pressiona governos de países emergentes a combater doença