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08/03/2019 Medicina

Pesquisadores elaboram estudo sobre a pele da tilápia no tratamento de queimaduras

Estudo promissor promete aumentar o acesso ao transplante para os pacientes

Pesquisadores elaboram estudo sobre a pele da tilápia no tratamento de queimaduras

Uma entrevista realizada pelo Brasil Rural, no mês de fevereiro, com o pesquisador Edmar Maciel Lima Junior, do Instituto Dr. José Frota, ligado a Universidade Federal do Ceará (UFC), revelou informações de uma pesquisa coordenada pelo mesmo sobre o tratamento de queimaduras usando a pele do peixe tilápia.

Se você quer saber mais sobre o tema e o que revela essa pesquisa faça a leitura deste artigo.

Sobre o estudo

O estudo, de aproximadamente cinco anos, apurou as semelhanças entre a pele do peixe tilápia com a pele humana na quantidade do colágeno tipo 1, proteína de bastante importância nos processos de cicatrização.

No Brasil, há quatro bancos de peles, um número relativamente baixo, pois atende menos de 1% da demanda para o tratamento de queimaduras.

Esta será a primeira pele animal aquática utilizada no mundo e também a primeira pele animal usada no Brasil para o tratamento de queimaduras”, afirma o Coordenador.

Principais vantagens

A grande vantagem na utilização da pele do peixe tilápia é que não é necessário fazer a troca de curativos, ela permanece na ferida até cicatrizar em queimaduras de segundo grau. Em casos mais graves, a pele é substituída a cada cinco dias aproximadamente, ainda assim sem a necessidade de mudar o curativo.

Segundo o Coordenador da pesquisa "Trata-se de um curativo biológico temporário com o objetivo de fechar a ferida evitando a contaminação de fora para dentro, a desidratação e as trocas diárias de curativos, que ocasionam desconforto e dor aos pacientes e, em consequência reduz os custos do tratamento".

O tratamento reduz o custo em cerca de 57% quando comparado aos tratamentos convencionais. Vale dizer que a opção não possui contraindicações até o momento.

Perspectivas

A técnica 100% brasileira já desperta interesses de outros países como Japão e EUA pela sua eficiência, benefícios e baixo custo comparado a tratamentos convencionais.

No entanto, não existe até o momento uma divulgação forte sobre os bancos de pele e ainda faltam investimentos.

As perspectivas dos especialistas é que em um curto prazo, este tratamento de queimaduras esteja regulamentado junto a ANVISA e a produção passe a ser feita em larga escala, podendo ser levada a outros estados e países.

Assuntos relacionados: TRATAMENTO DE QUEIMADURAS