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14/08/2018 Medicina

Cientistas brasileiros conseguem observar neurônios em 3D

As imagens tridimensionais ajudarão a entender como doenças degenerativas afetam o cérebro.

Cientistas brasileiros conseguem observar neurônios em 3D

O cérebro humano é recheado de mistérios e curiosidades no mundo da medicina e da ciência. Isso porque ele está praticamente inacessível para estudos durante a vida, impossibilitando que muitas doenças sejam estudadas mais a fundo e curadas através desse conhecimento.

No entanto, a tecnologia 3D está cada vez mais presente na medicina e com o estudo cerebral não poderia ser diferente. Pesquisadores de campinas usaram um acelerador de partículas para tirar microtomografias do cérebro e ver como as células reagem a epilepsia.

O procedimento foi realizado com o cérebro de um roedor e a microtomografia foi capaz de capturar inúmeros detalhes. Os responsáveis pelo experimento esperam que essa novidade ajude a entender e tratar doenças como o Mal de Parkinson e Alzheimer.

 

 

O Raio-X em 3D

A técnica mistura o Raio-X e a microtomografia para capturar e exibir as imagens em três dimensões. Além disso, é necessária uma força da computação gráfica e da matemática para que as imagens se tornem visíveis.

Durante o experimento, os pesquisadores utilizaram um cérebro de roedor e o colocaram frente a um feixe de Raio-X. Essa imagem gera mais de 2 mil fragmentos, que são juntados (como em um quebra-cabeça) e formam a imagem em três dimensões do cérebro.

Através dessa descoberta é possível enxergar as células neurais na íntegra e em pleno funcionamento, o que não era possível até então. Atualmente a única forma de estudar o cérebro era fatiando a massa cerebral.

A microtomografia será capaz de demonstrar as áreas afetadas por doenças degenerativas, como Alzheimer, Mal de Parkinson e Epilepsia. Além de visualizar as áreas mais afetadas por essas doenças, no futuro e com o auxílio da tecnologia 3D, os médicos serão capaz de tratar e até prevenir esses quadros.

O estudo pode ser conferido na íntegra no site da Revista Científica Nature Scientific Reports.

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