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04/06/2018 Medicina

Cientistas imprimem a primeira córnea humana em 3D

A partir das informações coletadas pelos médicos, impressora cria córnea sob medida para pacientes.

Cientistas imprimem a primeira córnea humana em 3D

De vez em quando reunimos os avanços tecnológicos da medicina aqui no Blog Dr. Teuto. Se você nos acompanha frequentemente, já deve ter visto outras notícias sobre as impressoras 3D e o seu uso na criação de órgãos humanos, como a pele, por exemplo.

Todo esse avanço só é possível graças a biotinta, um material capaz de imprimir órgãos a base de células-tronco. Novamente, a impressora 3D marcou presença nos periódicos de medicina.

A novidade agora é a impressão da primeira córnea humana sob medida. Os cientistas conseguiram coletar informações do próprio paciente e assim criar uma córnea específica para cada um.

O experimento

Para dar vida a primeira córnea humana em 3D os cientistas misturaram células-tronco, tiradas de uma córnea saudável, com alginato e colágeno. Dessa mistura nasceu uma biotinta, usada para imprimir a córnea em uma bioimpressora 3D.

O grande diferencial do experimento é o gel, obtido pela combinação do alginato e colágeno, que mantém as células vivas por diversas semanas. Com isso o procedimento pode ser realizado com mais calma e a funcionalidade da córnea é mais garantida após a impressão.

Depois de criada a mistura, as células-tronco se encarregam de se reproduzir e dar vida a córnea completa. O que é determinante para ser usada no caso de um transplante, por exemplo.

Antes da impressão, no entanto, os cientistas colhem informações importantes com o paciente. Isso é feito através de uma análise do olho do paciente para descobrir, por exemplo, o tamanho do tecido a ser impresso.

Com tal informação fica mais fácil produzir uma córnea sob medida para cada paciente, além é claro de usar células saudáveis para a montagem desse novo órgão. Como as células podem ser do próprio paciente, do olho saudável, por exemplo, as chances de efeitos colaterais e rejeições também são muito pequenas.

 

 

Escassez de córneas

A pesquisa animou a comunidade científica por diversos motivos, mas o principal deles é o combate a falta de córneas para transplante.

Cerca de 10 milhões de pessoas passam por cirurgias para evitar a cegueira e pelo menos 5 milhões já estão completamente cegas por degradação da córnea. Para piorar o quadro é raro encontrar doadores compatíveis.

A pesquisa ainda passará por diversos experimentos e testes, mas já é um avanço considerável. Se tudo correr bem, o problema de escassez de córneas seria praticamente eliminado e poderíamos criar córneas sob medida para cada paciente.

Resta agora esperar pelo avanço da pesquisa e demais testes, até que ela possa ser devidamente colocada no mercado.

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