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30/05/2018 Tecnologias

Inteligência artificial é nova aliada no diagnóstico de câncer de pele

A máquina diagnosticou a doença de forma mais eficaz que dermatologistas que participaram do experimento.

Inteligência artificial é nova aliada no diagnóstico de câncer de pele

A medicina vem buscando constantemente por avanços tecnológicos que ajudem os médicos e especialistas a realizarem seus trabalhos diários. O intuito é reduzir as chances de erros, melhorar o índice de diagnóstico precoce e levar um atendimento confiável a toda população.

Essa conquista parece estar cada vez mais próxima de se tornar realidade. Ao menos foi o que revelou um estudo recente publicado na revista Annals of Oncology.

Os pesquisadores usaram um computador no diagnóstico de pele, através da tecnologia denominada Learning Machine. A inteligência artificial acertou o diagnóstico em 95% das vezes, contra 86,6% de acertos dos dermatologistas.

O médico virtual

Para dar vida ao experimento os pesquisadores usaram o aprendizado de máquina, ou Learning Machine, em inglês, a favor da medicina. Com esse princípio os computadores são capazes de aprender habilidades e obter conhecimentos com a ajuda humana.

No experimento, foram apresentadas mais de 100 mil imagens do melanoma. Em seguida, foram apresentadas imagens de pacientes com câncer de pele maligno e tumores benignos. A máquina, uma rede neural convolucional de aprendizagem profunda ou CNN, acertou o diagnóstico em 95% das vezes.

Além disso, a CNN também errou menos vezes no diagnóstico de melanomas benignos como malignos. Por conta disto, as cirurgias desnecessárias seriam evitadas e o bem-estar do paciente garantido.

Para testar a eficácia da máquina, os estudiosos ainda apresentaram as mesmas imagens a 58 dermatologistas. Os profissionais tinham entre 2 e 5 anos de atuação nessa área e representavam 17 países.

Os especialistas acertaram em 87% dos casos e tiveram mais erros no diagnóstico que a inteligência artificial. Porém, quando esses mesmos médicos receberam mais informações dos pacientes, tiveram um aumento de acertos e diminuição dos diagnósticos equivocados.

Homem X máquina

O que este estudo buscou provar não é que as máquinas e computadores são melhores que os seres humanos. E muito menos que a inteligência artificial será capaz de substituir os médicos de carne e osso em algum momento.

O intuito é que a tecnologia seja usada como uma ferramenta de apoio no diagnóstico e diminua as chances de erro.

A anamnese, o olho no olho, o toque e a percepção médica são muito relevantes para o diagnóstico do câncer de pele e outras doenças. E não cabe a tecnologia tirar de cena esse cuidado tão importante e especial com o paciente.

Contudo, a aliança entre esses dois setores pode deixar a medicina mais eficaz, justa e com menos chances de erros.