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18/04/2018 Notícias

Novo tratamento para esclerose múltipla traz resultados positivos

Estudo descobre como reconstruir o sistema imunológico dos pacientes a partir de células-tronco.

Novo tratamento para esclerose múltipla traz resultados positivos

Esclerose múltipla é uma doença autoimune, ou seja, a defesa do organismo ataca células saudáveis pois as enxerga como invasoras. Por causa disso, o cérebro do paciente é afetado e todo o sistema nervoso central também.

O novo tratamento descoberto pela Universidade Northwestern, em Chicago (EUA), pretende mitigar esse ataque reconstruindo o sistema imunológico do paciente. Para fazer isso eles usaram células-tronco capazes de se transformar em outras células sanguíneas.

Foram mais de 100 participantes do experimento de diversos países. Dos 50 pacientes assistidos pelo experimento, apenas três voltaram a ter problemas depois de passarem pelo procedimento. Os demais mostraram recuperação significativa com o novo tratamento.

O estudo

O estudo foi realizado em dois grupos de 52 pacientes cada e de países como EUA, Inglaterra, Suécia e Brasil. Apenas três pessoas do grupo que recebeu o novo tratamento apresentaram complicações pós experimento. Já no grupo de controle 30 pessoas pioraram após serem submetidas aos tratamentos comuns. O estudo acompanhou os pacientes por até três anos após o tratamento para monitorar os resultados.

Primeiro os cientistas coletaram células-tronco hematopoiéticas dos pacientes com esclerose múltipla. Essas células estavam presentes no sangue e na medula óssea dos pacientes e, por isso, possuíam a capacidade de se transformar em outras células da rede sanguínea.

 

 

Após isso o paciente era submetido a uma bateria de quimioterápicos para destruir completamente o seu sistema imunológico, cessando assim o ataque as células saudáveis. Em seguida, os indivíduos receberam uma carga das células hematopoiéticas, que seriam as responsáveis por reconstruir a imunidade do organismo.

Os responsáveis pelo estudo afirmaram que essa é uma tentativa de reconstruir o sistema imunológico e parar a doença autoimune. Ao contrário das demais pesquisas de esclerose múltipla o intuito é reconstruir o sistema imunológico e não os neurônios, atacando assim a causa principal do problema.

Ao cessar o ataque as células saudáveis o organismo do paciente seria capaz de se recuperar completamente, inclusive recuperando as células neurais. Além disso, as consequências da doença seriam freadas com esse experimento, impedindo o agravamento da esclerose múltipla.

A descoberta com certeza é animadora para os mais de 35 mil pacientes diagnosticados com a doença no Brasil. Esses dados são do último Atlas da Esclerose Múltipla e dá um parecer da situação da doença em todo o mundo.

Mais dados da pesquisa ainda não podem ser divulgados, já que o estudo ainda não foi pulicado em um periódico. Contudo, esses resultados já são muito animadores para quem convive com essa doença incurável e debilitante.

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