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26/12/2017 Dicas

Como evitar um processo médico em sua carreira?

A forma como o paciente é atendido tem mais peso que as negligências médicas!

Como evitar um processo médico em sua carreira?

Processos médicos têm-se tornado cada vez mais comuns no Brasil e no Mundo. A situação é tão séria, que já existem seguradoras responsáveis por evitar essas ações judiciais.

Mas como evitar receber um processo médico em sua carreira?

Essa é a pergunta que vale milhares de reais atualmente. Afinal, nenhum profissional quer ter seu nome atrelado com uma ação judicial, não é mesmo?

No Livro “Blink – A decisão num piscar de olhos” o autor dá algumas pistas. Malcolm Gladwell, especialista no comportamento humano, reúne alguns estudos e dicas de como evitar um processo médico. Confira!

Conquiste a simpatia do paciente

Em primeiro lugar é preciso entender que o processo médico nem sempre está ligado à negligência do profissional. Em alguns casos, a ação judicial é movida pela falta de simpatia do paciente para com o seu médico.

 

 

Foi o que descobriu Alice Burkin, uma advogada especializada nesse tipo de ação judicial nos EUA. Alice diz que os pacientes simplesmente não processam os médicos de que gostam, mesmo que estes tenham cometido erros médicos.

Trate o paciente com respeito e carinho

Outro dado interessante foi descoberto pelo pesquisador Wendy Levinson. Levinson ouviu a conversa de diversos médicos com seus pacientes e percebeu que os doutores que tinham dedicado, em média, 3 minutos a mais para cada consulta não foram processados.

A realidade da pesquisa não está tão ligada ao tempo de duração da consulta, mas sim a forma como os pacientes foram tratados. A maioria se sentia bem tratada e respeitada com o atendimento mais longo, enquanto o outro grupo pensava não ter recebido a atenção devida do profissional.

Ouça o paciente atentamente

Levinson também fez descobertas interessantes em relação à postura dos médicos. Segundo ele, o grupo que não tinha processos em sua pesquisa tinha uma escuta mais ativa que os profissionais já processados.

Os médicos ouviam seus pacientes atentamente e, mais do que isso, incentivavam os doentes a compartilharem o que estavam sentindo. Era comum, no áudio desses médicos, frases como “me conte mais sobre isso”.

Não use um tom de voz dominante

Por fim Nalini Ambady, psicologista social, ligou o tom de voz dos médicos à probabilidade de receber um processo judicial. Segundo ela quanto mais autoritário e dominante for o tom de voz, maior a probabilidade de o profissional receber um processo médico.

Desta forma, torna-se extremamente importante usar um de voz cordial e pacificador durante as consultas. Até porque “ficar por cima” é o desejo de todos os seres humanos. E quando essa autoridade é ferida, consequências graves podem surgir.