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20/11/2017 Dicas

O que é sepse e por que precisamos falar dela?

Infecção mata 55,7% das pessoas internadas nas UTI’s brasileiras segundo estudo.

O que é sepse e por que precisamos falar dela?

Estudo revela que a cada ano 230 mil pacientes morrem nas UTI’s brasileiras em decorrência da sepse. O levantamento foi realizado pela Universidade Federal de São Paulo (UFSP) em parceria com o Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS).

60% dos casos são causados por infecções associadas à assistência médica, como a infecção hospitalar. Um quadro que traz à tona esse tema e exige a atenção de todos para ser contornado.

Apesar de grave a situação, a sepse pode ser combatida com a prevenção e medidas simples. Veja o que é essa doença, seus sintomas e como combatê-la em seu dia a dia de trabalho.

O que é a sepse?

Sepse é conhecida como uma infecção generalizada do organismo, causada por uma bactéria ou vírus. Ela se manifesta em um determinado órgão ou região do corpo, mas pode ser facilmente alastrada através da corrente sanguínea.

Uma pessoa com sépsia tem grandes chances de ir a óbito, se não for devidamente tratada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), como revelou o estudo coordenado pela Professora Flávia Machado.

Entre os sintomas apresentados pelo paciente, estão:

  • Temperatura do corpo acima de 38ºC ou abaixo de 35º;
  • Frequência cardíaca acima de 90 batimentos por minuto;
  • Mais que 20 incursões por minuto de frequência respiratória;
  • Taxa de leucócitos superior a 12,000 ou abaixo de 4000 cel/mm3.

O tratamento consiste na ministração de antibióticos para combater o agente infeccioso e líquido intravenoso para regular a pressão arterial. Se tratada a tempo a infecção pode ser combatida antes de se alastrar para os demais órgãos, causando a falência múltipla.

Quais são as principais causas e como combater?

Muitos aspectos podem contribuir para a sepse, fator que coloca o Brasil na liderança do ranque das mortes pelo choque séptico no mundo. Entre eles, estão:

  • Demora do paciente para buscar tratamento para infecções;
  • Negligência do paciente no tratamento com antibióticos;
  • Diagnóstico tardio;
  • Infecção hospitalar;
  • Maior probabilidade de o paciente chegar a esse quadro, como no caso de diabéticos, idosos, recém-nascidos e pessoas com doenças crônicas ou transplantadas.

O combate a sepse no Brasil precisa ser levado a sério e apoiado por todos. Qualquer descuido pode levar a situações mais graves e causar a morte do paciente.

 

 

Entre as precauções, a conscientização da população e o combate a infecção hospitalar são as mais importantes de todas. Afinal, o diagnóstico tardio e as mortes causadas por infecção nos hospitais são as responsáveis pela maior parte dos choques sépticos no Brasil.

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