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06/10/2017 Notícias

Liberação da maconha para fins medicinais avança, segundo a ANVISA

O cultivo da Cannabis para farmacologia deve ser liberado em 2018

Liberação da maconha para fins medicinais avança, segundo a ANVISA

A liberação do plantio e cultivo da Cannabis para fins medicinais deve ser finalizada ainda no primeiro semestre de 2018, de acordo com a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Outra notícia animadora para os pacientes que necessitam desse medicamento, é que os remédios à base de cânhamo também devem chegar às farmácias no ano que vem. A substância é de uma planta da mesma família da Maconha e deve deixar os medicamentos mais baratos.

Segundo o diretor do Órgão, o processo vem sendo agilizado nos últimos anos e está prestes de ser formalizado. O protocolo técnico para cultivo da planta já deve ser enviado para consulta pública no próximo ano, dando mais força na liberação do produto.

Os desafios da legalização da maconha

O primeiro medicamento à base de Cannabis registrado no Brasil foi o Mevatyl, usado no tratamento da esclerose múltipla. O produto foi lançado pela Beaufour Ipsen Farmacêutica e será um remédio tarja preta, para controlar o consumo.

Apesar da liberação da Agência, o medicamento ainda não é comercializado na maioria das farmácias. Com os novos trâmites da legislação, logo esse cenário vai mudar e o remédio será disponibilizado a preços mais competitivos.

Já a liberação da maconha para fins medicinais se arrasta desde 2014, quando a ANVISA permitiu a importação do canabidiol. O medicamento é usado para o tratamento de doenças psiquiátricas e degenerativas como o mal de Parkinson, a esquizofrenia e a epilepsia.

O tema é polêmico e rodeado de muitas discussões. Afinal, a liberação para fins medicinais poderia causar outros problemas, segundo a posição mais conservadora. Já especialistas em doenças neodegenerativas salientam a importância do medicamento.

O produto a base de maconha melhora a qualidade de vida dos pacientes, reduz os espasmos, evita convulsões e etc. Resta agora aguardar pela conclusão dos trabalhos da ANVISA e a liberação do Governo Federal.