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29/08/2017 Medicina

Série especialidades médicas: cirurgia geral

Na cirurgia geral, o médico lida com procedimentos extremamente complexos e especializados, não raro feitos com urgência e pressão. Conheça a especialidade

Série especialidades médicas: cirurgia geral

Ao contrário do que o adjetivo possa sugerir e de uma visão de que a área não é especializada, a cirurgia geral é extremamente complexa e especializada. Ela envolve diferentes procedimentos e os cirurgiões gerais são treinados para corrigir as mais variadas complicações nos sistemas mais importantes do nosso corpo.

Na cirurgia geral, o profissional deve estar capacitado para fazer intervenções em pacientes que sofreram acidentes ou vítimas de doenças que necessitam de tratamento invasivo. Não raro, o procedimento é feito com urgência e a pressão em cima dos cirurgiões é grande.

 

A cirurgia geral é também o primeiro passo para outras especializações

Além de estar capacitado para realizar cirurgias complexas e variadas, o médico que deseja se tornar cirurgião deve, obrigatoriamente, fazer residência em cirurgia geral.

 

 

As áreas de interesse mais comuns nas subespecialidades são:

 

  • Cirurgia plástica: tem como objetivo reconstituir parte do corpo humano, seja por razões médicas (a cirurgia reparadora, é considerada tão necessária quanto qualquer outra intervenção), como no caso de lesões deformantes ou defeitos congênitos, ou estéticas, e aí entram as próteses de silicone nos seios, entre outros.
  • Cirurgia abdominal: envolve operações em órgãos e estruturas abdominais. As mais comuns são as apendicectomias (remoção de um apêndice inflamado), reparo de hérnias (saliências das entranhas na parede abdominal) e remoção de segmentos doentes das entranhas caso haja doenças.
  • Cirurgia vascular: o cirurgião geral com treinamento em cirurgia vascular pode realizar procedimentos que afetam as artérias e veias periféricas do corpo. Entre os procedimentos, estão inclusos o cateterismo e a inserção de outros dispositivos mecânicos.
  • Cirurgia da cabeça e do pescoço: em geral, trata doenças que afetam a cabeça, o pescoço e as glândulas na região.

 

Como funciona a residência em cirurgia geral

A residência em cirurgia geral dura, em média, dois anos. Com carga horária de no mínimo 60 horas semanais, o programa prevê que, ao final da residência, o cirurgião geral esteja apto a:

 

  • fazer o diagnóstico das principais doenças que requerem intervenção cirúrgica;
  • fazer a avaliação e o preparo do paciente antes do procedimento;
  • reconhecer as cirurgias eletivas (que precisam ser feitas, embora não sejam urgentes) e as de emergência;
  • e dar assistência aos pacientes internados em enfermarias no bloco cirúrgico.

 

cirurgia geral (e suas subespecialidades) é indicada para pessoas com habilidades manuais, mas que, acima de tudo, sabem lidar com situações de emergência e atuar sob pressão. É necessário alta resistência e energia, pois é uma das áreas mais cansativas da medicina: as cirurgias têm hora para começar, mas não para acabar. Ao mesmo tempo, é uma área extremamente gratificante, exatamente pelo tamanho da responsabilidade e pressão em cima do médico: um erro pode ser fatal, mas ao mesmo tempo o cirurgião geral experimenta a alegria de literalmente salvar vidas em seu cotidiano.

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Importante: O objetivo deste blog é trazer informações atualizadas sobre o setor médico/farmacêutico. O conteúdo não expressa a opinião da empresa/Laboratório Teuto | Pfizer.

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