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10/08/2017 Dicas

Como garantir uma cirurgia segura e tranquila aos pacientes

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define estratégias para garantir uma cirurgia segura aos pacientes. Conheça quais são e entenda a importância delas.

Como garantir uma cirurgia segura e tranquila aos pacientes

Garantir uma cirurgia segura e tranquila para o paciente é dever do médico e de toda a equipe responsável por realizar o procedimento.

Dentro da sala de cirurgia, o que pode parecer detalhes insignificantes ganha proporções relevantes. Um erro estratégico ou falhas de comunicação podem colocar em risco a segurança da cirurgia, além de trazerem consequências irreversíveis.

Em 1999, o Instituto de Medicina dos Estados Unidos divulgou o relatório “Errar é Humano: Construindo um Sistema de Saúde mais Seguro”, no qual revelou que todo ano 98 mil pessoas morriam nos hospitais americanos, mais que o dobro de perdas na Guerra do Vietnã. Considerado uma das principais referências para a adoção de práticam que visem a garantia de cirurgias seguras e adoção de práticas de cuidado ao paciente, o documento serviu de base para a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançar, em 2004, a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente. A OMS também passou a estabelecer, a cada dois anos, Desafios Globais pela Segurança do Paciente, entre eles o “Cirurgia Segura Salva Vidas”.

 

Conheça o Protocolo de Cirurgia Segura

A iniciativa da OMS deu origem ao Protocolo de Cirurgia Segura, elaborado em 2008. No Brasil, é possível encontrar uma versão elaborada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), atualizada em 2013. O protocolo possui um checklist, ferramenta que auxilia a equipe a conferir procedimentos obrigatórios e prevenir erros.

Segundo um estudo publicado no New England Journal of Medicine, a adoção do protocolo reduziu em 63% as complicações pós-cirúrgicas e em 55% a taxa de mortalidade em oito hospitais de países na América do Norte, África, Ásia, Europa e Oceania.

 

O que fazer para garantir uma cirurgia segura aos pacientes

Seguir a lista de verificação elaborada pela OMS e pela Anvisa é o primeiro passo para uma cirurgia segura, embora seja recomendado que cada instituição complemente e implemente sua própria lista de acordo com as necessidades. Veja a seguir alguns passos básicos:

 

 

1. Antes da anestesia

  • Confirmar a identificação do paciente, o local da cirurgia, o procedimento a ser realizado e o preenchimento do consentimento informado;
  • Realizar os procedimentos de segurança para a anestesia, como a conferência do equipamento;
  • Monitorar a oximetria;
  • Verificar alergias;
  • Verificar se existem dificuldades de ventilação ou risco de aspiração;
  • Avaliar possíveis perdas sanguíneas.

 

2. Antes da incisão na pele

  • Confirmar a presença de todos os membros que compõem a equipe;
  • Confirmar novamente as informações sobre o paciente;
  • O cirurgião deve verificar os pontos críticos da cirurgia, a duração do procedimento e o risco de perdas sanguíneas;
  • O anestesista deve verificar os pontos críticos da anestesia;
  • A enfermagem deve identificar os pontos críticos da assistência, como indicadores de esterilização e a situação dos equimpamentos;
  • Realizar antibioticoterapia profilática.

 

3. Depois da cirurgia

  • Confirmar o procedimento realizado;
  • Conferir os instrumentos;
  • Anotar se houveram problemas com equipamentos e encaminhá-los ao setor responsável;
  • Realizar os cuidados necessários na recuperação anestésica.

 

Imprevistos sempre podem (e provavelmente irão) ocorrer, mas estar preparado para lidar com eles é essencial para garantir uma cirurgia segura e tranquila para o paciente e para toda a equipe que participa do procedimento.

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Importante: O objetivo deste blog é trazer informações atualizadas sobre o setor médico/farmacêutico. O conteúdo não expressa a opinião da empresa/Laboratório Teuto | Pfizer.

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