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27/06/2017 Tecnologias

Como os hologramas vão revolucionar a telemedicina

A tecnologia de hologramas parece coisa do futuro, mas já existe no mundo atual. Entenda como ela está revolucionando diversas áreas, incluindo a telemedicina

Como os hologramas vão revolucionar a telemedicina

A telemedicina é considerada uma das grandes novidades em termos de tecnologia médica dos últimos anos e, se depender da tecnologia de hologramas, vai se tornar ainda mais promissora

Com o avanço dos meios de comunicação, o contato entre os médicos e os pacientes se tornou mais simples, permitindo que a relação pudesse ser mantida por telefone, celulares, tablets, internet, computadores e até robôs. 

É nisso que consiste a telemedicina: ela usa essa tecnologia para levar saúde às pessoas que moram em áreas remotas. Isso inclui não só tratamento, mas também educação, treinamento à distância e mesmo busca de uma segunda opinião médica em situações emergenciais. 

Para o sistema de saúde, a telemedicina também é interessante por descentralizar a assistência, mantendo a centralização de especialistas, expandindo a abrangência do cuidado com redução dos custos. E, para os profissionais de saúde, há maior interação entre colegas e possibilidade de participar de programas educacionais em qualquer lugar do país e do mundo. 

 

Mas o que são hologramas e como eles podem contribuir para a telemedicina?

Embora pareça extremamente futurista, a tecnologia de hologramas foi inventada em 1948 pelo físico Dennis Gabor, da Húngria, que venceu o Nobel de Física em 1971 por tal invenção. Trata-se de uma fotografia tridimensional, que funciona graças às propriedades ondulatórias da luz. 

Ao contrário das fotos tradicionais, que registram somente a intensidade das ondas luminosas, a holografia grava as saliências e vales da onda, criando imagens em relevo. Para que seja feito, é necessário que a fonte de luz se propague em somente uma direção (como o laser) e um filme hipersensível, que pode ser desde uma tela até vapor d'água.

Os hologramas já estão por toda parte. É sério: olhe o seu cartão de crédito. Aquela figura brilhante, usada para evitar falsificação, é um holograma! Mas não são eles que vão revolucionar a telemedicina, e sim os que podem ampliar a realidade e causar a impressão de que o objeto é real. 

 

 

Conheça o projeto em desenvolvimento que pode revolucionar a telemedicina

Ainda não lançado no mercado, um projeto da Microsoft, chamado HoloLens, tem como objetivo criar uma espécie de óculos que gera hologramas. A ideia é que, por ser um wearable que gera imagens no ambiente, o dispositivo permita total interação entre as pessoas, espaços físicos e objetos. 

Deu para fazer a conexão com a telemedicina? Isso mesmo, as possibilidades são inúmeras: pense em aulas de anatomia na qual é possível navegar pelos órgãos e sistemas com imagens 3D e em tempo real; em consultas a distância na qual o médico pode ver o paciente e examiná-lo com facilidade; em cirurgias, permitindo a análise do órgão a ser operado antes de iniciar a operação

Esta última, aliás, já existe, e não tem nenhuma relação com os óculos da Microsoft. 

Um hospital israelense reuniu médicos, designers e físicos para criar um tecnologia que permite justamente a análise do coração por holograma antes da operação cardíaca. O projeto levou sete anos para ser feito e a ideia é expandi-lo para as outras áreas, como a obstetrícia. Já pensou que legal uma mãe poder ver de forma clara o seu bebê quando ele ainda está na barriga?

E você, o que acha dos hologramas, eles realmente vão revolucionar a telemedicina? Inscreva-se em nossa newsletter e fique por dentro de assuntos como este.

 

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Assuntos relacionados: Hologramas, Medicina do futuro