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01/06/2017 Medicina

Como validar um diploma médico no Brasil

Com o Revalida, é possível validar um diploma médico obtido no exterior para exercer a profissão no Brasil. Saiba quais são as regras e como funciona a prova.

Como validar um diploma médico no Brasil

Quem estudou fora, seja graduação, pós ou mestrado, costuma se deparar com a dúvida: o que fazer para validar o diploma para exercer a profissão no Brasil? Embora o mercado de trabalho não exija o reconhecimento legal no país, existem exceções à regra, como entre os que desejam seguir carreiras públicas ou acadêmicas e para os médicos. 

Para validar o diploma de médico no Brasil, é necessário fazer o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (mais conhecido como Revalida). O teste foi criado para orientar e padronizar o reconhecimento de diplomas de medicina obtidos no exterior

Qualquer pessoa que se forme em medicina fora do Brasil precisa fazer o Revalida para validar o diploma de médico, com exceção dos médicos que o governo pretende trazer para suprir áreas de carência

Em 2015, houve recorde de inscritos, com mais de 4 mil candidatos. Destes, 1.683 foram aprovados, dos quais mais da metade eram brasileiros que se formaram em medicina em outro país.

 

Como funciona o Revalida, exame para validar o diploma médico no Brasil?

O processo para validar o diploma médico no Brasil tem como referência a integralização curricular mínima da graduação em medicina em seis anos, com carga horária mínima de 7.200 horas, das quais 35% devem corresponder ao Internato. Os portadores de um diploma de medicina expedido em uma universidade estrangeira devem seguir os passos abaixo para validar o diploma médico no Brasil:

  • Se inscrever junto a uma universidade conveniada, a qual entregarão a documentação exigida para fins de revalidação no país.
  • Realizar uma prova objetiva com 110 questões e uma discursiva com cinco questões, com taxa de inscrição de R$ 100. Entre os conteúdos da prova estão biologia celular e molecular, saúde pública, medicina preventiva e comunitária, princípios de farmacologia e ética médica.
  • Se aprovados na primeira etapa, os candidatos devem fazer dez testes práticos de habilidades clínicas. A taxa para a segunda etapa é de R$ 300

Em 2016, a primeira etapa da prova foi aplicada em dez capitais brasileiras: Brasília, Campo Grande, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba e São Paulo. Já a segunda etapa do exame foi aplicada em sete capitais: Fortaleza, Curitiba, Brasília, São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis e São Luís.

 

O que o Revalida avalia?

O perfil de médico esperado fundamenta-se em uma formação generalista, humanista, crítica e reflexiva. A prova busca determinar se o graduado que deseja validar o diploma no Brasil desenvolveu, durante sua formação, as competências e habilidades a seguir:

  • Aplicar os princípios morais e éticos com responsabilidades legais inerentes à profissão;
  • Ter capacidade para lidar com pacientes terminais e adotar princípios de tratamento paliativo;
  • Utilizar linguagem adequada sobre o processo saúde-doença, que permita ao paciente a aos familiares a tomada de decisões;
  • Comunicar-se de forma ética e eficaz com colegas, instituições e comunidade;
  • Valorizar o trabalho em equipe;
  • Compreender as bases moleculares e celulares dos processos normais e alterados, estrutura e função dos tecidos, órgãos, sistemas aplicados à prática médica;
  • Utilizar os fundamentos da estrutura e funções do corpo humano na avaliação clínica e complementar;
  • Explicar as alterações mais prevalentes do funcionamento mental e do comportamento humano;
  • Avaliar determinantes e fatores de risco relacionados aos agravos da saúde e sua interação com o ambiente físico e social;
  • Aplicar os conhecimentos dos princípios da ação e uso dos medicamentos;
  • Interpretar dados de anamnese valorizando aspectos econômicos, sociais e ocupacionais;
  • Analisar dados de exame físico geral e especial, incluindo o estado mental;
  • Aplicar os procedimentos diagnósticos, clínicos e complementares, para definir a natureza do problema;
  • E executar estratégias diagnósticas e terapêuticas apropriadas para promoção da saúde, utilizando os princípios da Medicina baseada em evidências.

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