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23/05/2016 Notícias

Neuroimplantes e o futuro da medicina da reabilitação

A tecnologia dos wearables devices apresentando um novo futuro possível às pessoas paraplégicas.

Neuroimplantes e o futuro da medicina da reabilitação

Neuroimplantes e o futuro da medicina da reabilitação

É impressionante o que as novas tecnologias poderão fazer com a saúde dos homens nos próximos anos.

O estudo que trazemos hoje foi apresentado na Science Magazine, e demonstra como poderemos reestabelecer os movimentos de pessoas que sofreram traumas raqui medulares e ficaram paraplégicas. O projeto é muito mais ambicioso que o liderado pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, pois visa fazer um paraplégico andar novamente sem o uso de exoesqueletos.

Saiba como funciona

Quando implantamos um material no corpo humano, ele não apenas precisa atingir o funcionamento correto, mas também precisa ter as propriedades mecânicas que se combinem com o tecido ou órgão nativo. Se o Material for muito mole, ele será degradado mecanicamente, se o material for muito duro, ele pode ser recoberto por tecido cicatricial ou ainda pode prejudicar os tecidos adjacentes. Começando com um substrato transparente de silicone, Minev et al. padronizaram canais microfluídos para permitir a entrega de uma substância associado com eletrodos compostos de platina, e ouro flexíveis para interconectar e transmitir potenciais de ação e transferência de sinais eletrofisiológicos. O implante foi testado em medulas espinhais, e demonstrou biointegração e funcionamento junto ao sistema nervoso central.

A não combinação entre tecidos neuronais e implantes “duros” dificultou a performance de longo termo das neuropróteses implantáveis. Desta vez os autores da pesquisa desenharam e fabricaram implantes macios que podem se moldar quanto ao formato e elasticidade da dura mater. A dura mater eletrônica, que os pesquisadores chamam de e-dura, incorpora e interconecta, eletrodos e quimiotrodos que dão suportam milhões de ciclos mecânicos, estímulos elétricos e sinalizações químicas. Essas modalidades integradas permitem neuropróteses com múltiplas aplicações. Esses implantes macios extraem os sinais corticais da medula e, com a interface cérebro-máquina, entregam uma neuromodulação que reestabelece a locomoção após traumas raqui medulares.

Texto: Fernando Carbonieri

Fonte: Academia Médica

Assuntos relacionados: Neuroimplantes, Neurocientista