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08/02/2013 Notícias

Para evitar dilemas éticos, estudo quer criar células- tronco usando impressoras 3D

Pesquisa pretende criar material embrionário artificial para criar soluções para o futuro que não esbarrem em dilemas éticos

Para evitar dilemas éticos, estudo quer criar células- tronco usando impressoras 3D

Já não é tão exótico, dentro do campo de estudo e desenvolvimento científico, algumas experimentações que fogem ao formato tradicional das técnicas de pesquisa. Muitas vezes métodos, no mínimo curiosos, podem ser utilizados com finalidade de pesquisa. Um desses recursos está exatamente sendo usado como alternativa a uma situação polêmica e que não apresenta ter uma solução tangível, pelo menos por agora: a utilização de material embrionário em pesquisas com céluas-tronco e os padrões éticos.

Como forma de transpor problemas como esse e manter o foco na ciência, pesquisadores da Heriot-Watt University, de Edimburgo, estão desenvolvendo um procedimento que permita usar uma impressora 3D para produzir células-tronco embrionárias de seres humano, artificialmente.

Incrível e até mesmo surreal, o fato é que a técnica já foi utilizada para reconstrução de material genético em outras ocasiões, como em células da medula óssea e inclusive da pele, sem contar que células-tronco de ratos foram desenvolvidas com sucesso.

Evidentemente, o material genético humano é mais complexo e merece estudo mais aprofundado. Mas com o desejo de produzir células-tronco pluripotentes, capazes de se transformar em qualquer tipo de célula em um individuo adulto, os engenheiros biomédicos que participam do estudo estão envolvidos na busca pela técnica de impressão que permita esse procedimento.

Os resultados que este estudo nada convencional pode trazer, são imensos. O principal deles é o fim da discussão ética que há muitos anos se arrasta, caso o conteúdo dessas células-tronco fossem totalmente artificiais. Isso permitiria a continuidade de diversos estudo sem o enfrentamento de uma barreira moral. Os pesquisadores apontam ainda a possibilidade de uma evolução no estudos a tal ponto que seria possível a criação de órgão humanos “artificiais”, reduzindo a zero as chances de rejeição em um transplante. Ou também, a realização de testes de medicamentos sem a necessidade de experimentações em animais, o que tornaria o processo mais eficiente.

*Com informações: TecMundo

Assuntos relacionados: célula, células-tronco, impressora 3D, ciência